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Seu filho tem de 1 a 3 anos? 6 dicas para educá-lo bem!

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De saber acudi-lo até incentivar a sua autoestima: nunca subestime os pequenos gestos!

Os primeiros mil dias da vida de uma criança são tão importantes que condicionam grande parte da sua existência. Assim como a plantinha cresce bem quando o solo é fértil, também os cuidados com que se “alimenta” o crescimento do “filhote de homem” lhe dão a base para uma vida sadia.

Como educar da melhor maneira o pequeno que cresce?

Aqui vão algumas dicas para todos os pais de crianças de 1 a 3 anos, extraídas do livro “Crescer é uma aventura extraordinária“, de Ezio Aceti:

1) Saber acudi-lo

A mãe é uma figura-chave. Normalmente, quando a criança chora, a mãe intervém e, com doçura, cuida dela, a limpa, alimenta, acalma suas lágrimas. E quando a criança está tranquila, ela lhe faz carícias e afagos, expressando alegria e felicidade. Em termos psicológicos, isto significa que toda boa mãe exerce uma ação fundamental para o crescimento harmonioso do filho ao tomar para si as ansiedades da criança e lhe devolver a serenidade. Esta experiência é a base do amor e da confiança. Graças a esses cuidados, a criança se sente acolhida e protegida, manifestando inconscientemente a alegria de viver. Esta experiência está nos alicerces de todas as outras: experimentá-la de forma suficientemente estruturada é uma fonte de vitalidade e de vontade de crescer.

2) Ficar de olho no perigo da insegurança

Por outro lado, as mães inseguras, tensas, com carências afetivas profundas, dedicam aos filhos um tipo doentio de atenção (sintoma de simbiose excessiva) ou caem na negligência patológica, determinando na criança uma autoimagem depreciativa e, por vezes, depressiva.

3) Ajudar na “internalização materna”

A percepção dos objetos e a atenção às coisas aumenta de tal modo que, no sétimo ou oitavo mês, a criança atinge mais um marco fundamental: a interiorização materna, ou seja, o processo psíquico por meio do qual o filho “leva a mãe para dentro de si e a interioriza”. Neste processo, a criança deve ser apoiada e acompanhada, não ignorada. Este processo vai permitir que ela não apenas se torne mais confiante e segura de si como também desenvolva a capacidade de suportar os momentos em que a mãe está ausente. Ela começará a enfrentar o mundo primeiramente engatinhando, tentando abrir as gavetas da cozinha ou enfiando os dedos nas tomadas, e, mais tarde, poderá explorar os ambientes mesmo sem a presença constante da mãe.

4) A aprendizagem imitativa

A partir do sétimo-oitavo mês, muitas crianças, balbuciando, começam a expressar o que mais tarde vai se tornar a conquista da palavra como som-significado, ligado a pessoas e objetos. Os pais devem levar em conta que a linguagem, para as crianças, é realidade e intenção, mesmo que a frase ainda não esteja estruturada. O entendimento começa a se refinar, e, por exemplo, quando a criança quer água (e diz “áua”, ou algo parecido), não é só para descrever o objeto “água”, mas também para manifestar o desejo de beber água. É preciso estar atento para interpretar. A descrição dos objetos, feita com a simples palavra ou mesmo balbuciando, torna a criança capaz de governar esses objetos, de vivenciá-los. Foi o psicólogo russo Lev Vygotsky (1896-1934), brilhante nas suas descobertas e morto ainda jovem devido à tuberculose, quem demonstrou que a cultura e a aprendizagem imitativa são basilares para a aquisição da linguagem, dando assim importância fundamental aos modelos como a mãe e o pai, que, portanto, estimulam a aprendizagem das crianças com os seus gestos cotidianos.

5) Entender a “aparente recusa”

A percepção corpórea é uma conquista fundamental para cada pessoa; a criança, depois de interiorizar a mãe, de experimentar com seu corpo o andar e com seus pensamentos o falar, começa, por volta dos dezoito-vinte meses, a se colocar uma pergunta: “Quem sou eu?”. Embora esta pergunta ainda seja intuitiva, ela representa a base da identidade própria, de uma pessoa diferente das outras e, especialmente, diferente da mãe. Esta pergunta e essa busca de si é tão poderosa que a criança começa a dizer “não” de modo cada vez mais explícito. Este “não”, muitas vezes, não representa uma rejeição daquilo que se pede à criança, e sim a necessidade de afirmar-se, distinguindo-se do adulto. Se soubéssemos quanta paciência as crianças têm conosco quando pensamos ou atribuímos a elas intenções que elas não têm… A criança não quer desobedecer, mas sim afirmar o desejo de expressar a si mesma, ainda que, aparentemente, esteja rejeitando as regras.

6) Exercitar a autoestima

Precisamos exercer constantemente, com as crianças, aquilo que o primeiro princípio da autoestima nos destaca, ou seja, “perceber o pensamento do outro”. Notaremos que todas as crianças que consideramos desobedientes estavam na realidade tentando nos dizer: “Olha, eu existo e quero aprender a fazer sozinho”!

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