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Se o peregrino não pode ir à Roma, Roma vai ao peregrino

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Pope Francis leads a mass For the Marian Jubilee in Saint Peter's Square at the Vatican on October 09, 2016. © Antoine Mekary / ALETEIA
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Um passeio muito especial pela Basílica Papal de São Pedro

Erguida, segundo a tradição, sobre o túmulo do Apóstolo Pedro, a construção da atual Basílica Papal começou no século XVI, seguindo o desenho de quatro gênios renascentistas e barrocos: Donato Bramante, Michelangelo Buonarrotti, Carlo Maderno e Gian Lorenzo Bernini.

Antes que esta magnífica basílica – o mais notável exemplo da arquitetura renascentista, e uma das maiores igrejas do mundo inteiro – fosse erguida encontrava-se a antiga basílica, construída no século IV durante o reinado do imperador Constantino.

Após a crucificação de Jesus, o livro Atos dos Apóstolos conta como Pedro, depois de ter exercido o seu ministério por cerca de trinta anos, tendo vivido na Turquia e em outras regiões do Mediterrâneo, finalmente viajou para Roma. Em 64, durante o reinado de Nero, os cristãos foram acusados de ter causado o grande incêndio de Roma, iniciando uma perseguição em que, juntamente com muitos outros, Pedro foi martirizado.

Pedro foi condenado à morte por crucificação, mas se considerava indigno de morrer da mesma forma que Cristo, de modo que foi crucificado de cabeça para baixo. Na verdade, até hoje, a cruz invertida é chamada de “Cruz de São Pedro”, em memória ao gesto de humildade do apóstolo, mesmo no momento da sua morte.

Pedro foi crucificado perto do obelisco egípcio que se encontrava em uma das extremidades do chamado Circo de Nero. O obelisco tinha sido trazido de Heliópolis, no Egito, por ordem de Calígula em 37 d.C. É precisamente o obelisco que se encontra hoje no centro da Praça de São Pedro, e é considerado uma “testemunha” da morte do apóstolo. Esta é a razão pela qual o obelisco está no meio da praça.

A tradição assegura que os restos mortais de Pedro foram enterrados fora do Circo de Nero, precisamente na Colina Vaticana, avançando ao longo da Via Cornélia, a aproximadamente 150 metros do local de seu martírio. Desde o início, os cristãos visitavam discretamente o túmulo de Pedro, identificado apenas por uma grande pedra vermelha, simbolizando o nome de Pedro (a “pedra” sobre a qual está construída a Igreja) e seu sangue derramado no martírio. Assim, o lugar podia ser reconhecido pelos cristãos que passavam por lá e permaneceram escondidos das autoridades romanas, evitando a retaliação e maiores perseguições. Anos mais tarde, foi construído no local o primeiro templo, e depois, no ano 300, a que conhecemos hoje como a “Antiga Basílica” (se você quiser saber como ela era, basta clicar aqui).

 

 

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