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Em breve será possível visitar novamente o Santo Sepulcro de Cristo em Jerusalém

AFP PHOTO / GALI TIBBON
Foto tirada em 25 de fevereiro de 2017 na Basílica do Santo Sepulcro na cidade velha de Jerusalém mostra a Edícula depois que membros da Universidade Técnica de Atenas removeram as vigas de aço nas quais o santuário foi sustentado nos últimos 70 anos. (AFP PHOTO / GALI TIBBON)
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Um dos lugares mais importantes para o Cristianismo passou por uma restauração

A partir de 22 de março, os peregrinos que desejarem poderão visitar a tumba de Cristo na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém.

A tumba se encontra em um pequeno templo conhecido como Edícula, construído no interior da Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém. A restauração dessa construção similar a uma capela era inadiável se quisessem conservar o lugar mais importante da cristandade.

O lugar no qual foi depositado o corpo de Cristo depois da crucificação estava em más condições como consequência de uma série de movimentos sísmicos em 1927 e pela falta dos trabalhos necessários de manutenção durante décadas.

Em maio de 2016, começaram as obras de restauração com grande interesse midiático, pois, pela primeira vez ia se revelar a laje de pedra sobre a qual repousou o corpo de Cristo antes da ressurreição.

Dentro de poucos dias os fiéis poderão ir novamente rezar diante do Santo Sepulcro.

Desde 1947, a situação da Edícula era grave. Seus sérias deficiências estruturais obrigaram as autoridades britânicas, que naquela época controlavam Jerusalém e Palestina, a instalar vigas de aço para evitar o desmoronamento. Agora, finalizada a restauração, essas vigas foram retiradas.

A atuação dos restauradores permitiu a consolidação do conjunto, incluindo medidas para evitar possíveis danos causados por movimentos sísmicos e fortes terremotos.

Uma vez finalizadas as complicadas obras de consolidação da estrutura, os trabalhos de restauração irão se concentrar no interior da tumba: falta instalar o novo sistema de ventilação, mudar o teto e limpar todo o interior.

A Edícula foi construída em 1801, depois que um incêndio destruiu a estrutura anterior. As últimas obras de restauração realizadas em 1974 foram frustradas pela falta de acordo entre as três comunidades cristãs que têm a soberania sobre a Basílica do Santo Sepulcro: ortodoxa, armênia e católica.

O status quo da Basílica obriga que qualquer obra ou mudança deva ter o acordo dessas três comunidades cristãs, algo que nem sempre é possível.

Nesse sentido, espera-se que a solene reabertura da Tumba de Cristo em 22 de março seja um importante evento ecumênico.

Entretanto, embora as intervenções mais urgentes tenham sido realizadas com êxito, para que a restauração seja duradoura, serão necessários novos trabalhos que permitam eliminar a humidade do solo sobre o que está construída a Edícula.

Para isso, será necessário um novo consenso entre todas as comunidades cristãs da Basílica.

A Basílica do Santo Sepulcro é um templo construído pelos Cruzados em Jerusalém no século XII, sobre as ruínas de uma basílica anterior erguida pelo imperador Constantino e destruída pelos muçulmanos no ano 1009. Em seu interior se conserva tanto o Santo Sepulcro como o lugar da Crucificação.

via ACI Digital

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