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As pessoas que não namoram vivem que tipo de amor?

© Public Domain
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Quando falamos de amor, a imagem clássica que vem à mente é a do casal apaixonado. Mas na Igreja católica – e também em outras igrejas e religiões –, muitos assumem uma forma de vida em que permanecem solteiros. Como essas pessoas vivem o amor?

Na Igreja católica, uma alternativa ao amor conjugal é o chamado “amor de coração indiviso”. É o amor vivido pelas pessoas que professam a vida consagrada, fazendo votos de castidade, pobreza e obediência.

Desde o início da Igreja houve homens e mulheres que se sentiram chamados a seguir Jesus Cristo mais de perto, imitando o seu modo de vida. Muitos foram aqueles que levaram vida solitária, tornando-se eremitas. Já outros fundaram ou ingressaram em famílias religiosas, abraçando a vida comunitária.

A característica comum dessas pessoas é a decisão de consagrar suas vidas a Deus. Os consagrados são pessoas que escolheram dedicar-se a Jesus Cristo de coração indiviso. Para isso, professam os conselhos evangélicos – considerados traços característicos de Jesus –: castidade, pobreza e obediência.

Essa profissão é feita dentro de algum dos muitos institutos de vida consagrada aprovados pela Igreja, em que os fiéis assumem uma forma estável de viver.

“Eu vim para o Carmelo recitando o Salmo 121 (‘que alegria quando me disseram: vamos à casa do Senhor’)”, conta a Irmã Maria Luiza de Medeiros, da Ordem das Carmelitas Descalças. Em 2012, aos 81 anos, ele completava 56 de vida religiosa, no Carmelo de Tremembé (160km de São Paulo).

Filha de pais católicos e com cinco irmãos – quatro meninas e um menino –, Irmã Maria Luiza sentiu o chamado à vida religiosa depois de ler o livro “História de uma alma”, de Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897).

O livro foi uma transformação em sua vida. Assim como os textos de Santa Teresa de Ávila (1515-1582), reformadora da Ordem dos Carmelitas, por meio dos quais ela percebeu o Carmelo (convento) como sua vocação especial.

Segundo explica Irmã Maria Luiza, o objetivo principal de sua vida, assim como de suas irmãs de comunidade, é a união com Deus, um vínculo que se obtém e fortalece principalmente através da oração.

O dia de uma carmelita por si já é uma oração. A jornada começa às 4h30 da manhã. Às 5h, ela já está na capela, para rezar as Laudes (louvor matutino) com as outras Irmãs. Das 5h30 às 6h30, faz oração mental. Às 7h tem a missa.

No decorrer do dia, ainda há períodos de oração – privada e em comunidade – pela manhã, tarde e noite. Há também espaço para a formação, a recreação e o trabalho. A vocação de uma carmelita é “viver em obséquio de Jesus Cristo, meditando dia e noite na lei do Senhor e velando em oração”, como diz a Regra da Ordem.

Os consagrados professam os chamados “conselhos evangélicos”: castidade, pobreza e obediência. Com isso, assumem os traços característicos de Jesus. É uma forma de unificar o ser para se dedicar totalmente a Deus sumamente amado.

Ao entrar no Carmelo, em 1956, Irmã Maria Luiza foi noviça (primeiro estágio da vida religiosa). Depois de um período de amadurecimento e formação (hoje são cinco anos), professou os votos perpétuos de castidade, pobreza e obediência.

Segundo explica a religiosa, na castidade está o amor indiviso, a pureza de corpo e de alma. Já na pobreza está a expressão de que sua única riqueza é Deus. E na obediência, o grande desapego de si.

A castidade “significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual” (Catecismo da Igreja Católica, CIC, 2337).

Todo batizado está chamado à castidade, que se distingue nas pessoas de acordo com seus diferentes estados de vida. “Existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade” (CIC, 2349).

A castidade, nos celibatários – pessoas que não se casam –, expressa justamente a entrega a Deus com o coração indiviso. É uma virtude que, mantendo-se a pessoa solteira, não extingue a capacidade de amar. Muito pelo contrário, dilata o amor, porque permite a doação total a Deus e aos irmãos. Trata-se de um testemunho de que “em Cristo é possível amar a Deus com todo o coração, pondo-O acima de qualquer outro amor, e amar assim, com a liberdade de Deus, toda a criatura” (Vita Consecrata, VC, 88).

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