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Cardeal alemão e a pílula do dia seguinte: novo falso furo de reportagem

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Não houve nenhuma modificação na doutrina da Igreja sobre o aborto

Mais uma vez, interpretações erradas das afirmações do cardeal Joachim Meisner, arcebispo de Colônia (Alemanha) – que afirmou que a pílula do dia seguinte pode ser “justificável” se não tiver como consequência provocar o aborto, mas impedir a fecundação depois de um estupro –, levaram meios de comunicação de todo o mundo a considerar que houve um racha no Magistério da Igreja quanto ao uso dos contraceptivos.

 

Na realidade, as declarações do cardeal não comprometem em nada a postura da Igreja católica sobre o aborto, que deve ser sempre rejeitado. 

 

O cardeal pediu desculpas a uma jovem de 25 anos que, no dia 15 de dezembro passado, foi a dois hospitais católicos depois de ter sido estuprada. Nenhum dos dois hospitais aceitou ministrar-lhe a pílula do dia seguinte. 

 

A definição de pílula do dia seguinte, recorda o cardeal, compreende diversos preparados com diferentes princípios ativos, cujos efeitos diretos e colaterais tornam-se cada vez mais claros na discussão científica, dando assim a possibilidade de extrair consequências éticas. 

 

“Se depois de um estupro for empregado um medicamento cujo princípio ativo visa a impedir a concepção, com o fim de impedir a fecundação, trata-se na minha opinião de um ato justificável”, afirmou. Se um medicamento, “cujo princípio ativo visa a impedir a implantação, é utilizado com a intenção de impedir a implantação do óvulo já fecundado, isso continua sendo injustificável, porque, deste modo, do óvulo já fecundado, ao qual se deve a proteção devida à dignidade do ser humano, é retirado ativamente seu fundamento vital”.

 

O fato de que, de forma natural, óvulos fecundados se desprendam sem intervenção humana, explicou o cardeal, “não justifica a imitação, por parte do homem, de forma ativa, desse processo natural. Porque o fim de uma vida humana por via natural é chamado de evento natural. Enquanto que sua imitação intencional é chamada de assassinato”.

 

O presidente da Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos (FIAMC), dr. José María Simón Castellví, expressou uma postura análoga à do cardeal, indicando que ministrar a pílula do dia seguinte “não é aceitável a partir de uma sã antropologia e da moral da Igreja”.

 

Em conversa com a Aleteia, o médico explicou que o fármaco “evita a implantação de um pequeno embrião humano (uma pessoa microscópica), em 70% dos casos em que atua”. 

 

O debate sobre a pílula do dia seguinte se trava nas discussões sobre o momento que se dá a existência de uma nova pessoa: o da fecundação do óvulo ou o da implantação do embrião no útero da mãe. O problema trazido pela pílula do dia seguinte é que sua maior efetividade é voltada não para prevenir a fecundação (cujo uso poderia ser lícito em caso de estupro), mas sim para prevenir a implantação do embrião, o que implica a morte de um novo ser humano (Cf., em espanhol, http://www.investigadoresyprofesionales.org/).