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Qual é a missão dos cristãos na Terra Santa?

© Marco LONGARI/AFP
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Qual é o papel dos cristãos da Terra Santa no anúncio da Boa Nova e como eles podem transmitir o espírito do Evangelho na sociedade ao seu redor, uma realidade marcada pela divisão?

Os cristãos que vivem na Terra Santa, atingidos tantas vezes por sofrimentos e questões não resolvidas, são chamados a ser construtores de paz, respondendo à violência e às injustiças com a caridade, o perdão e a generosidade, oferecendo com o seu exemplo um modelo de coexistência pacífica e de reconciliação.

A presença dos cristãos na Terra Santa exprime o vínculo que liga a comunidade cristã aos lugares da vida de Jesus e nos quais iniciou o anúncio do Evangelho para o mundo. Em razão deste vínculo, os cristãos têm todo o direito de viver na Terra Santa e viver em paz, continuando o exercício do culto, mantendo a liberdade de expressá-lo, podendo fazer valer as suas aspirações por liberdade e paz.

A sua presença na Terra Santa tem, portanto, um significado e um valor específico, precisamente em face das tensões que existem nesta terra, entre as várias comunidades que ali vivem. No Oriente Médio, a presença cristã tem uma importância essencial: os cristãos são chamados a ser construtores de paz em todos os lugares, respondendo à violência e às injustiças com a caridade, o perdão e a generosidade, oferecendo com o seu exemplo um modelo de coexistência pacífica.

O que eu digo não é fácil, mas é a perfeita aplicação da palavra de Cristo, quando Ele nos convida a amar os inimigos. À presença dos cristãos na Terra Santa, devemos a sobrevivência da fé católica nesses lugares. Com o seu desaparecimento, ameaça desaparecer a própria fé, mas também um modelo de respeito e convivência que é a única condição para viver de uma forma humana e digna. Não é por acaso que, no Oriente Médio e nos países vizinhos, há grupos e partidos que tentam desencorajar a presença da comunidade cristã nessas áreas. Pois se trata de uma presença de ruptura e de desafio à lógica da violência e dos abusos que humilham as pessoas que fazem da vida cotidiana uma luta constante pela sobrevivência.

Como superar? Difícil para mim sugerir formas específicas, não tendo estado na Terra Santa desde quando era muito jovem. Acredito que para compreender como ser e se comportar em uma determinada situação, devemos nos voltar para o Evangelho, buscando no Senhor as muitas formas em que ele atuou para aproximar as pessoas e ajudá-las a compreender o seu drama, para ganhar a confiança dos que o encontravam.

Por outro lado, devemos estar cientes do fato – e as notícias desses anos confirmam – de que nem sempre o esforço de paz e fraternidade é correspondido por resultados positivos: a perseguição foi e é um componente constante da experiência e da história dos cristãos no mundo.

A respeito das situações de sofrimento, violência e intimidação, acredito que nós, que temos a sorte de viver em uma condição de paz, temos o dever de não deixar faltar o nosso apoio a estas igrejas que sofrem, trabalhando tanto no âmbito político como no religioso, prestando ajuda e manifestando proximidade a estes irmãos que lutam em trincheiras por causa da fé.