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O que vai acontecer com a encíclica que o Papa não terminou? (4)

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Mais perguntas sobre a renúncia do Papa

Ratzinger continuará tendo imunidade diplomática, como o Papa e os cardeais?
 
A imunidade do Papa depende do seu papel como chefe da Igreja Católica, segundo o artigo 8 do Tratado de Latrão (11 de fevereiro de 1929), que estabelece as relações entre a Itália e a Santa Sé. Nesse acordo se define que a pessoa do Sumo Pontífice goza de uma imunidade absoluta e inviolável.
 
Ao renunciar ao ministério de bispo de Roma, o Papa deixa de ser chefe da Igreja Católica e fica privado desta imunidade. Dado que ele morará no território vaticano, gozará do caráter de imunidade extraterritorial próprio dos cidadãos desse pequeno Estado.
 
Até agora, a Santa Sé não deu mais detalhes sobre este aspecto. A Aleteia informará sobre possíveis esclarecimentos ao respeito por parte de pessoas autorizadas.
 
O que acontecerá com a encíclica que o Papa não terminou de escrever?
 
O Pe. Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, confirmou que o Papa não terá tempo para concluir sua encíclica sobre a fé, na qual está trabalhando há meses. Esta teria sido sua terceira encíclica sobre as virtudes teologais, após a escrita sobre a caridade e sobre a esperança.
 
Se Bento XVI decidir concluir o texto que havia começado, este certamente se tornará um texto pessoal de Joseph Ratzinger, bispo emérito de Roma; não terá caráter de encíclica nem pontifício.
 
Será que ele vai publicar o texto? Juridicamente, após sua renúncia, Joseph Ratzinger estará livre para falar e escrever. Mas ele mostrou que sua intenção é retirar-se em oração. E precisará de muita prudência, para não criar interferências com seu sucessor. Neste momento, não se pode dar uma resposta mais detalhada ou definitiva a este aspecto da pergunta.
 
Ratzinger poderá participar de atos públicos ou semipúblicos, como fazem os bispos retirados?
 
Ainda que não haja uma resposta precisa de representantes da Santa Sé para esta pergunta, o Pe. Federico Lombardi explicou que o Papa não ficará confinado à vida de clausura. Ele será um homem e bispo livre. Não terá nenhum impedimento jurídico para participar de atos públicos. É, portanto, normal que participe, com sua presença discreta, dos atos litúrgicos que seu sucessor presidirá ou de outras atividades ligadas à sua vida pessoal. Não se trata, portanto, de uma questão jurídica, e sim da prudência e sensibilidade de Joseph Ratzinger.
 
Quando morrer, Ratzinger poderá ser enterrado na cripta de São Pedro?
 
Bento XVI foi bispo de Roma, sucessor do apóstolo Pedro – um papel histórico na vida da Igreja que ninguém pode negar. É lógico, portanto, pensar que, quando ele falecer, descansará na mesma cripta em que os papas são enterrados, junto ao túmulo do pescador da Galileia.
 
Não é possível saber, de maneira definitiva, se neste caso seu funeral será como o dos pontífices romanos. O Pe. Federico Lombardi explicou que a resposta a esta pergunta está sendo analisada.
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