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O cardeal canadense Marc Ouellet poderia ser o próximo Papa?

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Fluente em seis idiomas, longa experiência na Cúria, vivência de diferentes culturas, o cardeal Ouellet é um dos cotados para a sucessão

Um dos candidatos mais cotados para o papado é o cardeal Marc Ouellet, natural de Quebec, Canadá. O cardeal Ouellet completa 69 anos em junho. Atualmente é prefeito da Congregação para os Bispos. Isso o coloca no comando da parte da Cúria que supervisiona a seleção de bispos para as dioceses do mundo.

 

O cardeal Ouellet é também o encarregado da Pontifícia Comissão para a América Latina. Ele já trabalhou na Congregação para o Clero e foi secretário do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Além de ser Prefeito da Congregação para os Bispos e da Comissão Pontifícia para a América Latina, atua em uma longa lista de outras comissões da Cúria, conselhos e comissões.

 

Academicamente, tem currículo forte: licenciatura em filosofia e doutorado em teologia dogmática, passou grande parte do seu ministério lecionando e sendo reitor de seminários. Ele está associado ao prestigioso movimento teológico Communio. É fluente em inglês, francês, espanhol, português, italiano e alemão.

 

O cardeal Ouellet é tido como conservador, mas não de linha dura. Como prefeito da Congregação para os Bispos, ele teria se envolvido na promoção de bispos como Timothy Dolan para Nova York e Charles Chaput para a Filadélfia, os dois também cotados para a sucessão como Papa.

 

Como possível Papa, ele faria uma ponte interessante – sendo franco-canadense, partilha a cultura europeia de uma forma mais profunda que a maioria dos americanos, mas ele é efetivamente do Novo Mundo. Com sua experiência como missionário na América Latina e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, é experiente sobre as necessidades da Igreja no mundo em desenvolvimento.

 

Mas como é como pessoa? O jornalista John Allen diz que ele é um homem profundamente espiritual e sensível, conhecido por se emocionar em público e manter uma fé profunda. Ele é espirituoso e afetuoso em privado, mas às vezes formal e rígido em público.

 

Com sua mente acadêmica e natureza reservada, alguns questionam se ele teria a personalidade carismática e dinâmica necessária para comunicar o Evangelho em um mundo de notícias instantâneas e reconhecimento global. Os críticos dizem que ele não foi capaz de transformar a arquidiocese de Quebec, como evidenciado pelo declínio alarmante de católicos praticantes na região. Se ele não pôde revolucionar Quebec, como poderia reverter o declínio da Igreja Católica em todo o mundo?

 

O cardeal Ouellet tem dito que não cobiça o pontificado e que "ser Papa seria um pesadelo". Então adicione realismo à sua lista de créditos. Mas sua hesitação indicaria fraqueza? Ele seria realmente bom para limpar a Cúria e implementar reformas verdadeiras em um sistema que é muitas vezes arcaico e defensivo?

 

O problema das críticas a Ouellet e a outros cardeais é que elas se baseiam em limitados modelos seculares e políticos. Dizer que um bispo não “revolucionou” ou “transformou” uma diocese seria compará-lo a um CEO de uma empresa que está tendo prejuízos. Dizer que um homem seria muito fraco para limpar a Cúria não deixa de ser algo muito vago. 

 

Por fim, e mais importante de tudo, muitos críticos desqualificam a dinâmica interna da providência de Deus. Deus sabe mais que os jornalistas e muito além dos currículos dos homens.

 

Isso porque ele conhece as qualidades interiores de um homem e está apto a assumir alguns riscos e até mesmo surpresas. Supostas fraquezas de Ouellet poderiam se tornar as suas forças. Um pontificado dele poderia combinar uma doce espiritualidade francesa, a sensibilidade, um intelecto agudo, a perspectiva internacional e a força interior do caráter, que se expressa em um estilo gentil e pastoral.

 
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