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Bergoglio: diplomacia silenciosa a favor das vítimas da ditadura argentina

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Papa Francisco recebe o prêmio Nobel Adolfo Pérez Esquivel

Horacio Verbitsky, o jornalista argentino que acusou o então cardeal Bergoglio de cumplicidade com a ditadura de Videla, "comete muitos erros em sua campanha contra o Papa": este foi o comentário do prêmio Nobel Adolfo Pérez Esquivel em uma coletiva de imprensa convocada ontem, depois de o Papa Francisco tê-lo recebido em audiência. A Santa Sé ainda não comunicou nada sobre o conteúdo do encontro.
 
Durante a coletiva com os jornalistas, Pérez Esquivel se referiu à postura da Igreja na época da ditadura. "Está claro – afirmou – que não houve um comportamento homogêneo frente à ditadura. Houve muitos bispos cúmplices, mas não Bergoglio", a quem atribuiu uma "diplomacia silenciosa" a favor das vítimas da ditadura.
 
Segundo explicou, ambos, emocionados durante seu encontro, falaram de muitas figuras eclesiais sul-americanas conhecidas pelo seu discurso social, como os bispos Helder Câmara, Proaño, Casaldaliga e o cardeal Evaristo Arns, bem como os assassinados Romero e Angelelli. Sobre o cardeal Romero, de quem hoje se comemora o aniversário de falecimento, "o Papa disse que rezará por ele".
 
Mas não falaram de uma possível mediação do Papa no conflito entre a Argentina e o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas. Tampouco se falou de uma possível viagem papal à Argentina, garantiu Pérez Esquivel.
 
Por outro lado, o Papa participou de um almoço com representantes da comunidade argentina de Roma, cerca de 50 pessoas, recebidas em um dos salões adjacentes à Sala Paulo VI. 
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