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Religião

Testemunhas de Jeová: as mentiras (1)

© Elio Hernandez

Jorge Luis Zarazúa - publicado em 12/04/13

Aprenda a se defender quando eles batem à sua porta

Uma longa série de mitos


Em sua revista semanal "Atalaia", as testemunhas de Jeová apresentaram com extraordinária concisão seus ensinamentos fundamentais e os ataques à fé católica que foram mais eficazes para confundir o católico que não tem uma formação bíblica adequada e uma oportuna capacitação em apologética ou defesa da fé.


As principais características das testemunhas de Jeová são: sua aparente cultura bíblica e profana; sua tentativa de dissolver o cristianismo, negando as verdades fundamentais da fé cristã; e sua habilidade para apresentar sofismas e falácias.


Dedicaremos alguns textos a responder às suas principais objeções, aproveitando para apresentar a beleza da fé católica, que é a finalidade de uma apologética sã.

Primeiro mito: a alma morre com o corpo


Outra formulação do mito: "Quando uma pessoa morre, ela deixa de existir"

Origem do mito: As testemunhas de Jeová afirmam que o ensinamento católico da imortalidade da alma foi adotado da filosofia grega, pelos primeiros filósofos cristãos. Na verdade, esta afirmação se dirige a negar o que é característico no cristianismo, para apresentar-se como algo único e especial no campo religioso. No demais, agarram-se a alguns textos bíblicos (Ezequiel 18, 4; Gênesis 2, 7; Eclesiastes 9, 5-6), mal lidos e mal interpretados, a partir dos quais procuram fundamentar sua postura.

O que a Bíblia diz? Na verdade, a doutrina da imortalidade da alma já está presente desde o Antigo Testamento (cf. Eclo 12, 7, Sl 104, 29, Sb 3, 1-2).


O Novo Testamento reafirma isso com extraordinária clareza: "Não temam os que matam o corpo, mas não a alma" (Mt 10, 28); "Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários" (Ap 6, 9).


Por outro lado, é muito ilustrativo o episódio da Transfiguração do Senhor (Mc 9, 1-10; Lc 9, 28-36 e Mt 17, 1-7). Se, com a morte, tudo acaba para a pessoa, como se explica a aparição de Elias e Moisés ao nosso Senhor Jesus Cristo e aos apóstolos na Transfiguração?

Escutemos agora São Paulo:


"Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Mas, se o viver no corpo é útil para o meu trabalho, não sei então o que devo preferir. Sinto-me pressionado dos dois lados: por uma parte, desejaria desprender-me para estar com Cristo – o que seria imensamente melhor" (Flp 1, 21-23). Neste texto, São Paulo é consciente de que, ao morrer, sua alma partirá para estar com Cristo.

“Por isso, estamos sempre cheios de confiança. Sabemos que todo o tempo que passamos no corpo é um exílio longe do Senhor. Andamos na fé e não na visão. Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos deste corpo para ir habitar junto do Senhor. É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe” (2Cor 5, 6-9). São Paulo fala de um encontro com Cristo após a morte individual, como expressa também em Flp 1, 21-23.

Vejamos também as palavras de Jesus ao ladrão arrependido, crucificado junto a ele: "Em verdade eu te digo: hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23, 43). Jesus promete ao bom ladrão que estará com ele no paraíso naquele mesmo dia. Mas, se a alma não sobrevivesse ao corpo, como isso seria possível? As testemunhas de Jeová dizem que naquela época não existiam os sinais de pontuação e o que Jesus quis dizer, na verdade, seria: "Em verdade eu te digo hoje: estarás comigo no paraíso".


A parábola de Lázaro e o homem rico (Lc 16, 19-31): "Morreu o pobre e foi levado pelos anjos ao céu junto a Abraão". Então, algo morre e é sepultado, e algo sobrevive: a alma.


Outra passagem significativa é aquela na qual Pedro nos diz que Cristo pregou aos espíritos encarcerados: “Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água" (1Pe 3,18-20).

São Pedro faz alusão aos descenso de Cristo aos infernos ("seol" para os hebreus) depois da sua morte na cruz, e lá prega a todos aqueles justos que estavam retidos à espera de que Jesus, com sua morte e ressurreição, abrisse o caminho para entrar no céu (Hb 2,10; 9,8.15; 10,19-20; 1Pe 3,19).


Não é preciso dizer que, neste evento, encontra-se outra prova palpável da imortalidade da alma, dado que a pregação de Cristo se dirige aos defuntos.

Verdade: a alma é imortal; ela não morre com o corpo.

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