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Abusos sexuais na Filadélfia: uma década de frustração

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Aleteia Vaticano - publicado em 20/04/13

Arcebispo Chaput afirma que é preciso agir com honestidade e humildade, buscando justiça e dando apoio material às vítimas

O arcebispo da Filadélfia, Dom Charles Chaput, conversou com a Aleteia sobre o escândalo dos abusos sexuais cometidos por sacerdotes em sua arquidiocese.

Ele foi nomeado em 2011 para assumir a Igreja na Filadélfia, tendo de gerenciar uma das comunidades mais feridas pelos escândalos de abusos sexuais nos EUA – nesse mesmo ano, por exemplo, 21 padres tinham sido suspensos em decorrência do problema, inclusive um monsenhor com cargo de chefia foi condenado por acobertar; a maioria dos episódios de abuso teria acontecido entre as décadas de 1960 e 1980 –.

A Filadélfia está abalada pelo escândalo dos abusos sexuais. Como isso afetou os católicos? Há saída?

O escândalo dos abusos sexuais na Igreja não tem desculpas. Crianças inocentes e suas famílias foram terrivelmente feridas. Como Igreja, nós – mas como “nós” eu quero dizer em primeiro lugar os bispos – devemos às vítimas nossa dor, nossas orações e nosso apoio material para ajudar na cura. Os católicos da Filadélfia passaram a última década frustrados entre os pecados e erros que ocorreram. A saída para este tipo de problema é que os bispos e outros líderes católicos ajam com honestidade, humildade e justiça perante as vítimas e buscando a renovação da Igreja. Com o tempo, este tipo de testemunho é a única coisa que cura.

Como pensa que o Papa Francisco deva proceder nesse campo?

O Papa parece saber muito bem o que fazer. Ele não precisa dos meus conselhos. Seu jeito é simples, direto e honesto. As pessoas anseiam por esse tipo de liderança, tanto na Igreja como em qualquer outro contexto. Vivemos em um emaranhado moderno de relações públicas, marketing e controle de mensagens. Qualquer líder que simplesmente diga a verdade, e a diga de um jeito fácil, é como chuva no deserto.

“Reforma” foi uma palavra muito ouvida durante o Conclave. Como o senhor imagina que o Papa deva realizar a reforma na Cúria Romana?

Eu gosto muito das palavras do arquiteto Mies van der Rohe, da escola de Bauhaus: “Menos é mais”. A simplicidade funciona, na vida e nas organizações. Nem sempre é possível, e não é a única capacidade de que um líder precisa, porque as pessoas são complexas, mas é um princípio importante a ser aplicado na tarefa de reformar.

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