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Por que existem tantas ordens religiosas na Igreja?

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Jeffrey Bruno

Julio De la Vega Hazas - publicado em 26/04/13

Dedicam-se à oração, educação, cuidado dos doentes; são contemplativas, mendicantes, apostólicas; umas jovens, outras centenárias. Mas por que tantas?

Em primeiro lugar, eu gostaria de reformular a pergunta: “Por que existem tantos institutos religiosos?”. O motivo é que o que muitas vezes se denomina de “ordem religiosa” na verdade se divide em ordens e congregações religiosas, com traços peculiares e regime jurídico diferente. Aqui, é evidente que se pergunta pelo conjunto (ordens, na verdade, há poucas; as congregações são bem mais numerosas).

Os institutos religiosos, ao longo de toda a história da Igreja, não foram fundados pela hierarquia eclesiástica. Há um caso ou outro em que o fundador foi bispo, mas, inclusive nestes casos, a tarefa fundacional se diferenciou da atividade episcopal.

Em nenhum caso, obedece a um projeto ou a um decreto “de cima”. São fundados por pessoas, santas em sua maioria, que se sentiram depositárias do que se denomina “carisma”, ou seja, uma graça particular destinada não ao proveito pessoal, mas a contribuir para o bem comum da Igreja.

Carisma

No caso de um carisma fundacional, esta contribuição consiste em criar uma instituição que, por meio da consagração dos seus membros, desenvolve uma atividade espiritual (em muitos casos, também assistencial), que se traduz em serviço ao próximo, à Igreja e aos seus fiéis em geral.

Qual é o papel da hierarquia da Igreja? Em primeiro lugar, é de aprovação: deve comprovar que os fins e meios da instituição fundada estejam em conformidade com a sua doutrina, sejam bons e apropriados ao fim que se almeja.

Em segundo lugar, a hierarquia, como autoridade sobre todos os fiéis, vela para que se conserve sempre o espírito que move a instituição. Mas não funda nem – salvo situações excepcionais – governa diretamente tais instituições.

O que foi dito anteriormente evidencia dois aspectos. O primeiro se refere aos espaços de liberdade que existem na Igreja Católica. Há uma fé, uma só Igreja (encabeçada pelo Papa e governada por ele e pelos bispos), mas, dentro desse marco, há liberdade de iniciativa.

Variedade

A mesma pergunta que se formula para os institutos religiosos pode ser aplicada a outros tipos de instituição: associação de fiéis, confrarias etc. Para a Igreja, toda esta variedade não é um problema, e sim um enriquecimento – a própria variedade supõe contribuições em muitos aspectos –, um sinal de liberdade e uma garantia da vitalidade que se vive em seu interior.

O segundo aspecto poderia ser resumido na conhecida expressão evangélica (Jo, 3, 8) de que “o Espírito sopra onde quer”. Os carismas procedem, em última instância, daquele que é a alma e, portanto, o vivificador da Igreja: o Espírito Santo.

Isso não significa que se trate de um sopro arbitrário: o próprio elenco que se menciona na pergunta (contemplativos, mendicantes, dedicados à educação, à atenção aos doentes etc.) já dá a entender que cobrem necessidades diferentes e, de uma maneira ou de outra, chegam a diversos tipos de pessoas.

A Igreja, como tal, deve velar para que não haja nada falso introduzido sob a máscara de um carisma, mas, uma vez comprovado isso, é a própria vitalidade dos diversos institutos que mostra a atividade do Espírito Santo.

Se chegasse a acontecer de algum instituto “sobrar”, seria também a providência divina que permitiria que se extinguisse. É claro que também a infidelidade humana pode destruir um fruto do Espírito, mas, neste caso, Ele se encarregaria de que surgissem novos focos de vitalidade cristã, seja como instituto religioso, seja com outro tipo de configuração.


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