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Bendito o fruto do teu ventre

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Aleteia Vaticano - publicado em 11/05/13

A saúde bio-psico-espiritual de cada pessoa presente neste planeta tem uma ligação direta com a mãe, desde o momento da concepção até os dias atuais

A solução dos problemas sociais começa no ventre da mãe.

O amor gera amor, gratuidade, para ser amado é preciso amar, desta forma o bebê é puro amor, o fato de a vida humana ser concebida de forma tão dependente toca o que há de mais profundo em outro ser humano, primeiramente na mãe, ela se vê tão inexplicavelmente mobilizada que desperta em si o maior grau de suas potencialidades, tornando-se capaz de dar a vida, se preciso for, por aquele ser que surge dentro de si. Embora não tenha suas dimensões psíquicas e físicas completas, pois ainda encontra-se em constante desenvolvimento, a pessoa concebida possui em sua totalidade a essência espiritual e primordial de sua identidade. Sendo o amor expressão do ser espiritual, uma pessoa ao ser concebida é totalmente e puramente amor.

Ao conceber um filho a mulher experimenta o ápice de todas as suas qualidades, sua intuição torna-se mais apurada, sua sensibilidade mais aguçada, seu corpo se inflama com nutrientes que serão necessários para produzir leite e alimentar o filho durante vários meses. A mulher encontra capacidades que jamais imaginava possuir, sustenta durante nove meses uma mudança no peso corporal, no psicológico, nos hormônios de proporções grandiosas, percebe que é capaz de ficar horas e horas acordada para amamentar, e ainda que tenha muito sono desperta novamente de hora em hora, de duas em duas horas, sempre que o filho reclama por sua atenção, ao mesmo tempo administra a casa, administra as relações com o marido e os outros filhos. As transformações são tão grandiosamente elevadas à máxima potência em suas qualidades que se poderia afirmar que ao tornar-se mãe uma mulher torna-se uma super-mulher.

Os laços estabelecidos no momento da concepção tornam-se perenes, não importa quanto tempo dure a vida da mãe ou do filho, a ligação entre os dois jamais se encerrará. Quanto mais gratuitamente e sem reservas a mulher se entregar para a maternidade, mais ela se auto-realiza e mais segurança imprime no coração do filho. Quanto mais a mulher permite que a natureza aja a seu favor no aumento de suas capacidades maternas, mais ela encontra o verdadeiro sentido de sua missão como mãe e mais deposita no filho a confiança necessária para que ele cresça, desenvolva-se e supere as adversidades e obstáculos que a vida e o mundo irão lhe propor.

A saúde bio-psico-espiritual de cada pessoa presente neste planeta tem uma ligação direta com a mãe, desde o momento da concepção até os dias atuais. A mãe jamais deixará de ser mãe e este papel do qual a raça humana é dependente também representa solução para muitos dos problemas sociais existentes, quanto mais a sociedade proporcionar suporte para a vivência da maternidade, mais saudável serão aqueles que um dia herdarão a terra.

*Élison Santos é Terapeuta Familiar

Tags:
FamíliaFilhosMaternidadeMulher
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