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Acidente em Bangladesh, metáfora do desmoronamento moral e social

MUNIR UZ ZAMAN
El 9 de mayo volvió a producirse un accidente mortal en Bangladesh
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Balanço da tragédia: mais de 1.000 mortos, 2.500 resgatados e 100 desaparecidos

Foram 1.127 mortos, quase 2.500 resgatados e cerca de 100 desaparecidos: este é o balanço final das tarefas, concluídas no dia 13 de maio, nas ruínas do edifício de oficinas têxteis de Bangladesh que desabou em 24 de abril.
              
O filósofo especialista em organização de empresas Gabriel Ginebra vê o acidente como "uma metáfora do desmoronamento moral e social que está sendo provocado por uma filosofia de economia mundial que carece das âncoras morais e políticas que sustentavam as civilizações".
 
Para este professor universitário, o sistema de leilão que se chega a utilizar para fabricar produtos nos países menos desenvolvidos gera mudanças e movimentos excessivos, que tornam difícil que as empresas, os povos e as pessoas organizem uma vida pacífica.
 
Uma das boas notícias sobre este acontecimento aponta os prolongados trabalhos de retirada de escombros do edifício de 8 andares Rana Plaza, da cidade de Dacca, que permitiram que o exército do país encontrasse uma jovem costureira viva na última sexta-feira, 17 dias após o acidente.
 
Após a tragédia, o governo de Bangladesh voltou a pensar na possibilidade de aumentar o salário dos trabalhadores do setor têxtil. Para analisar o caso, criou uma comissão especial. A comissão anterior, formada em 2010, decidiu aumentar o salário mínimo de 11,50 euros para 29,61. Estes baixíssimos salários são especialmente atraentes para as grandes multinacionais do setor.
 
Outra medida do governo diante do acidente foi anunciar que permitirá que os trabalhadores criem sindicatos e negociem salários mais altos e melhores condições de trabalho.
 
Por outro lado, estabeleceu novos padrões de segurança e fechou temporariamente, pela primeira vez (apesar de não ter sido o primeiro acidente deste tipo), várias fábricas têxteis do país, por razões de segurança.
 
Também houve detenções por negligência e por persuasão dos trabalhadores para que fossem trabalhar, ainda que no dia anterior tinham aparecido rachaduras no prédio.
 
As espanholas Inditex (proprietária de Zara e outras marcas) e El Corte Inglés, a sueca H&M (primeira compradora de roupa do país asiático), Teco, C&A e outras grandes multinacionais se comprometeram a colaborar com os sindicatos IndustrialAll e UNI Global Union, na busca de um acordo para a segurança e prevenção de incêndios em Bangladesh, supervisionado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
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