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Papa: pecadores, mas abertos à transformação do amor

© OSSERVATORE ROMANO / AFP
O Papa Francisco lava os pés de um jovem detento, em 28 de março de 2013, Quinta-Feira Santa
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Em sua homilia de hoje, o Papa afirmou que o Senhor “nos faz amadurecer com tantos encontros com Ele, com as nossas fraquezas, com os nossos pecados”

O problema não é ser pecadores, mas não deixar-nos transformar pelo amor do encontro co Jesus: esta foi a mensagem da homilia do Papa Francisco hoje, na Missa celebrada em Santa Marta. Participaram dela alguns funcionários dos Museus Vaticanos.
 
Francisco centrou sua homilia no Evangelho de hoje, no qual Jesus ressuscitado pergunta a Pedro, três vezes, se ele o ama.
 
"Este é um diálogo de amor entre o Senhor e seu discípulo", que percorre a história dos encontros de Pedro com Jesus: daquele primeiro "Segue-me" até o homem novo ("Tu te chamarás Cefas, Pedra") ou à sua missão. "Ainda que Pedro não tenha entendido nada… a missão estava lá."
 
O Papa também se referiu ao momento em que Pedro reconhece Cristo e logo depois rejeita o caminho da cruz. Pedro muitas vezes se considerava bom; em Getsêmani, é intenso e pega até uma espada para defender Jesus, mas depois o nega três vezes. "E quando Jesus olha para ele fixamente, com aquele olhar tão belo, Pedro chora."
 
"Nestes encontros, Jesus vai amadurecendo a alma de Pedro, o coração de Pedro"; vai amadurecendo seu coração no amor. Assim, quando ouve que Jesus lhe pergunta três vezes "Simão, filho de João, tu me amas?", ele sente vergonha, porque se lembra de tê-lo negado três vezes.
 
Mas, nesse momento, "o Senhor lhe faz sentir – a ele e a todos nós – que todos somos pecadores", explicou Francisco.
 
"O problema não é ser pecadores; o problema é não se arrepender do pecado, não sentir vergonha do que fizemos. E Pedro sente essa vergonha, ele tem essa humildade, não é mesmo? O pecado, o pecado de Pedro, é um fato que, com o coração grande que ele tinha, leva-o a um encontro novo com Jesus, à alegria do perdão."
 
O Papa sublinhou que o Senhor não abandona a sua promessa; Ele havia dito a Pedro: "Tu és Pedra"; e agora lhe diz: "Apascenta as minhas ovelhas". E entrega seu rebanho a um pecador. E acrescentou: "Pedro era um pecador, mas não um corrupto, viu? Pecador, sim, como todos; corrupto, não" (para entender melhor esta diferença entre pecado e corrupção, clique aqui).
 
A homilia continuou com uma história: "Uma vez soube de um padre, um bom pároco que trabalhava bem; foi nomeado bispo, e ele tinha vergonha porque não se sentia digno, tinha um tormento espiritual. Este pároco foi ao confessor que, por sua vez, lhe disse: 'Se Pedro aprontou daquele jeito e foi feito Papa, não se assuste, siga adiante!'. O Senhor é assim", explicou Francisco.
 
E continuou: “Ele nos faz amadurecer com muitos encontros com Ele, com as nossas fraquezas, com os nossos pecados". Pedro se deixou modelar por tantos encontros com Jesus. "E isso serve para todos nós, porque todos nós estamos no mesmo caminho."
 
"Pedro foi grande, não porque era bom, mas porque era nobre, tinha um coração nobre, e esta nobreza o leva a esta dor, a esta vergonha, e também a assumir seu trabalho de apascentar o rebanho."
 
O Papa concluiu pedindo "que este exemplo da vida de um homem que se encontra continuamente com o Senhor, e o Senhor o purifica, o torna mais maduro, com estes encontros, nos ajude a seguir em frente, buscando o Senhor e encontrando-o, encontrando-nos com Ele".
 
E acrescentou: "Mas por isso é importante deixar que Ele nos encontre: o Senhor sempre nos busca, Ele sempre está perto de nós. Mas, muitas vezes, nós prestamos atenção em outra coisa, porque não queremos falar com o Senhor ou deixar que Ele nos encontre."
 
"Encontrar o Senhor. Porém, mais importante do que isso é deixar que Ele nos encontre. E isso é uma graça. Esta é a graça que Pedro nos ensina. Vamos pedir esta graça hoje."
 
(Com Rádio Vaticano)
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