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Quando o afã por igualdade sai do controle, a natureza é esquecida

Stephen M. Krason - publicado em 07/06/13

Homens e mulheres têm diferenças, mas estas não ferem o verdadeiro conceito de igualdade

Não é novidade que, no último meio século, a igualdade nos EUA tem saído dos trilhos, política, legal, moral e culturalmente. Tocqueville havia previsto o eclipse da liberdade pelo desejo de igualdade nas repúblicas democráticas como a nossa, e hoje em dia vemos isso nitidamente e de forma rotineira.

Por exemplo, vemos que o Departamento de Educação dos EUA agora está exigindo que os alunos com deficiência sejam autorizados a competir nas equipes esportivas escolares. As mulheres são chamadas a competir em toda gama de esportes, como os homens, incluindo hóquei no gelo e futebol americano, em todos os níveis. Tememos tanto os possíveis perfis criminosos, que todos os islâmicos sofrem humilhações nos aeroportos.

Nosso sistema de proteção à criança procura um monitoramento universal de todos os pais como potenciais abusadores, em vez de prestar atenção às famílias desestruturadas e às situações de coabitação, que é quando o abuso ocorre de forma desproporcional. O resultado dessas atitudes é que muitas vezes os verdadeiros terroristas e abusadores de crianças passam despercebidos, até que acontece uma calamidade.

Esta é apenas uma pequena amostra de como a complicada e quase irracional noção de "igualdade" continua corrompendo vida americana. Isso tem consequências que são, por vezes, dramáticas e destrutivas, e vão lentamente danificando um estilo de vida decente, e também as instituições necessárias para sustentá-lo.

Alguns dos exemplos apresentados ilustram como o afã atual por igualdade é realmente uma agressão à natureza. Também reflete como os direitos se tornaram, para muitos, pouco mais do que a satisfação dos desejos e uma tentativa de justificar algo semelhante à inveja. Nem todo mundo pode ser um atleta, muito menos um sucesso. Em vez de motivar os alunos com deficiência a atingir o grau de excelência de que são capazes, nas áreas em que podem atuar, fingimos que não há diferenças entre eles e os outros alunos , dando-lhes vantagens indevidas, alterando as regras usuais do esporte, e deixando-os, no final, mais frustrados e desiludidos.

Esta noção distorcida de igualdade talvez seja vista ainda mais vividamente em episódios como a insistência do movimento homossexual para que fosse permitido que homens homossexuais ativos doassem sangue (apesar de sua alta taxa de infecção pelo HIV), ou os defensores dos direitos as pessoas com deficiência, que defendem que pessoas com deficiência auditiva podem ser enfermeiras, mesmo colocando a vida dos pacientes em risco.

Esses episódios mostram que alguns estão literalmente prontos para sacrificar as pessoas no altar da "nova igualdade." Também demonstram que alguns grupos acabam se tornando "mais iguais" do que os outros, não estando sujeitos às mesmas regras e restrições que o resto da população.

O Dr. Samuel Johnson disse uma vez que "o patriotismo é o último refúgio do canalha". Algo semelhante pode ser dito sobre a igualdade. Uma noção distorcida de igualdade é muitas vezes usada para explicar atos depravados – como justificar os assaltos cometidos por pessoas negras como "atos de protesto social".

A "nova igualdade" é muito diferente da forma como os fundadores da América a concebiam. Sua visão envolvia: igual aplicação das leis; direitos iguais dos cidadãos; justiça igualitária para todos; reconhecimento das diferenças naturais em talento, disposição e virtude; e também a igualdade de oportunidades (o homem mais baixo poderia subir até o topo, se ele tivesse o talento para isso).

Nosso fundadores não poderiam ter imaginado coisas como "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, e muito menos acreditariam que sua noção de

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