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Avanço mundial da agenda gay: o que podemos fazer sobre isso?

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Dale O’Leary - publicado em 20/06/13

A cultura da vida deve lutar em todas as frentes, incluindo a lei, a cobertura de notícias e as organizações profissionais

Os ativistas continuam promovendo a inserção do conceito de gênero em todos os níveis, nos Estados Unidos, nas Nações Unidas e ao redor do mundo – e expandiram suas demandas para incluir direitos de transexuais. Ao mesmo tempo, alguns grupos se organizaram para alertar as pessoas sobre os perigos dessas teorias.

O exemplo mais claro do que aqueles que promovem teorias de gênero têm em mente pode ser encontrado nos Princípios de Yogyakarta sobre a Aplicação da Lei dos Direitos Humanos Internacionais em relação à Orientação Sexual e Identidade de Gênero. Os princípios têm a intenção de aplicar as normas do direito internacional dos direitos humanos para resolver o suposto abuso dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT).

Os 29 princípios – juntamente com recomendações aos governos, instituições intergovernamentais regionais, à sociedade civil e à própria ONU – foram desenvolvidos em uma reunião da Comissão Internacional de Juristas, o Serviço Internacional para os Direitos Humanos e especialistas em direitos humanos do mundo inteiro em novembro de 2006, em Yogyakarta, na Indonésia.

Estes princípios não foram adotados pelos Estados em um tratado, e não são, portanto, por si só uma parte legalmente vinculante do direito internacional dos direitos humanos. No entanto, os signatários buscam que os Princípios de Yogyakarta sejam adotados como um padrão universal, que todos os Estados devem obedecer. Alguns governos têm expressado reservas.

Os princípios definem a "orientação sexual" como a capacidade de cada pessoa de uma profunda atração emocional, afetiva e sexual por indivíduos de um sexo diferente, do mesmo sexo ou de mais de um gênero.

A "identidade de gênero" refere-se à experiência profunda que cada pessoa tem do gênero, que pode ou não corresponder ao sexo atribuído no nascimento, incluindo a percepção pessoal do corpo (que pode envolver, se livremente escolhida, a modificação da aparência corporal ou de suas funções por médicos, cirurgias ou outros meios) e outras expressões de gênero: a forma de se vestir, a fala e os maneirismos.

Os Princípios de Yogyakarta apelam aos governos para "garantir que qualquer tratamento médico, psicológico ou aconselhamento não trate, explícita ou implicitamente, a orientação sexual e identidade de gênero como condições médicas a serem tratadas, curadas ou suprimidas" – isso apesar das evidências em massa de que o transtorno de identidade de gênero e a atração pelo mesmo sexo estão associados a uma série de outros distúrbios psicológicos, com problemas de abuso de drogas, suicídio, ideação e depressão, e que podem ser tratados.

O assim chamado "direito" negaria às pessoas com orientações naturalmente desordenadas o direito real de buscar ajuda, enquanto criminalizaria a terapia que muitos buscam. Por quê? Porque se uma pessoa muda, isso evidencia a mentira de que a mudança é impossível.

Um parágrafo dos Princípios afirma que os governos devem "garantir que o exercício da liberdade de opinião e expressão não viole os direitos e liberdades das pessoas de diversas orientações sexuais e identidades de gênero". Como – alguém poderia perguntar –a liberdade de opinião e expressão de uma pessoa poderia violar os direitos e as liberdades de outra pessoa?

Parece que "pessoas com diferentes orientações sexuais e identidades de gênero" reivindicam o direito de não ter seus sentimentos feridos e o direito de que nunca se diga que a atração pelo mesmo sexo (SSA) e o transtorno de identidade de gênero (GID) são objetivamente desordenadas e, portanto, quaisquer comentários negativos sobre SSA ou GID seriam violações de seus
direitos e liberdades.

Enquanto os Princípios de Yogyakarta ainda não foram adicionados a um tratado formal, as nações individuais aceitaram partes deles. Sob a presidência de Barack Obama, o governo dos EUA colocou toda a força do poder americano na luta pelos direitos sexuais e reprodutivos e a igualdade de gênero, ameaçando cortar a ajuda externa a países que não alterem a sua definição de casamento ou não legalizem o aborto. Para aplicar esta agenda, o presidente Barack Obama assinou um memorando presidencial em 20 de janeiro de 2013, intitulado "Coordenação de Políticas e Programas de Promoção da Igualdade de Gênero e a autonomia das mulheres e meninas no mundo".

Em casa, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo Obama (HHS) criou regras para o novo mandato dos planos de saúde, que exigem que cada apólice de seguro de saúde cubra gastos com anticoncepcionais (incluindo a pílula do dia seguinte), sem pagamento do paciente. Católicos – clérigos e leigos – explicaram que isso violaria as suas consciências e que eles não poderiam cumprir, pagando pela contracepção.

O governo respondeu dizendo que as instituições católicas – como hospitais e escolas – não têm de pagar pelos anticoncepcionais diretamente, mas o plano de saúde deve cobri-los de graça. Os católicos salientam que isso não é aceitável. Além disso, muitas instituições católicas são o seu próprio plano de saúde. Pessoas de outras religiões reconhecem a ameaça à liberdade religiosa representada por esta situação, e apoiam os católicos sobre esta questão.

Aqueles que defendem a redefinição do casamento tornaram-se mais agressivos. Em 1987, Marshall Kirk e Hunter Madsen – dois homens gays – escreveram "After the Ball: How America will conquer its fear and Hatred of Gays in the 1900’s". A estratégia envolveu a retratação de pessoas classificadas como homofóbicas, intolerantes, extremistas. Embora tenha levado mais tempo do que Kirk e Madsen projetaram, sua estratégia está sendo implementada com uma vingança. A mídia transmitiu esta estratégia. De acordo com um repórter do Washington Post, "os direitos dos homossexuais são uma a questão de direitos civis da nossa época". Aqueles que defendem esse ponto de vista acreditam que os que se opõem à redefinição do casamento não têm mais direito de ter seus argumentos ouvidos em praça pública do que os violentos racistas.

Por outro lado, a internet permitiu que aqueles que defendem a verdade sobre a pessoa humana se organizem e mantenham contato em todo o mundo. Aqui estão algumas das muitas organizações que trabalham sobre estas questões:

O Instituto da Família Católica e dos Direitos Humanos (C-FAM), em Austin Ruse, tem feito um trabalho magistral de organização de lobby na ONU. Os países pobres da América Latina e da África estão ameaçados pelas nações que prestam ajuda externa se não eliminarem os pró-vida e pró-família, se não modificarem as leis de casamento e, se questionarem estes valores na ONU, o seu fundos serão cortados. Apenas os países muçulmanos se recusaram a ceder à pressão.

LifeSiteNews.com é um boletim publicado na internet todos os dias, do Canadá, e é a melhor fonte de tudo o que está acontecendo ao redor do mundo sobre estas questões. Eles são precisos sem ser desnecessariamente sensacionalistas. Esta informação deve estar disponível em todas as línguas e cobrir todas as nações.

Nos EUA, a Constituição e a Declaração dos Direitos dá aos cidadãos americanos a capacidade de lutar contra um governo que quer impor a agenda de gênero em todos os níveis da sociedade através de decreto do governo.
Alliance Defending Freedom (ADF – anteriormente a Alliance Defense Fund), o American Center for Law and Justice  (ACLJ) e a Thomas More Society são três de uma série de fundos de defesa legal que assumem casos de quem está sendo processado ou punido por aspectos da agenda de gênero. Tal processo pode ser extremamente caro e esses grupos cobrem grande parte da despesa. Por construir seus casos sobre princípios constitucionais fundamentais, já ganharam muitas causas.

Porque muitas associações profissionais foram assumidas por aqueles que defendem o aborto e os direitos dos homossexuais, novas organizações foram formadas para desafiar as declarações e políticas falsas e enganosas. A Academia Americana de Pediatria (AAP) chegou a apoiar a redefinição do casamento, embora admitindo que havia evidências de danos à criança.

O Colégio Americano de Pediatras, no entanto, afirmou:

"É vergonhoso que este grupo pediátrico proeminente tenha deliberadamente trocado as necessidades e o bem-estar das crianças pelos desejos dos adultos… A AAP ignora evidências sólidas de riscos para a saúde das crianças, ao defender a legalidade e legitimidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo."

Membros de associações profissionais precisam lutar contra a aquisição destas organizações por ativistas, que emitem declarações falsas e enganosas, e considerar a formação de novas organizações dedicadas ao verdadeiro profissionalismo. Assim como os partidários das teorias de gênero trabalham em todos os níveis para alcançar seus objetivos, da mesma forma, os defensores da realidade devem usar todas as ferramentas ao seu alcance.

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