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Sexualidade explorada

Aleteia Vaticano - publicado em 24/06/13

JMJ formação: quanto mais pobre é a educação sexual, mais confuso é para os adolescentes compreenderem o verdadeiro sentido da sexualidade

Em um de seus artigos sobre sexualidade, Viktor Frankl utiliza a expressão “inflação sexual”, refere-se a uma hipertrofia sexual, uma supervalorização da sexualidade que, como em toda inflação, anda de braço dado com uma desvalorização, a desvalorização dos vínculos afetivos, da própria sexualidade como meio de expressão do amor. Além de desumanizante, a supervalorização da sexualidade em detrimento das relações afetivas é uma das principais causadoras, segundo Frankl, da frigidez e da impotência sexual. “Quanto mais valor o homem e a mulher atribuem ao prazer, quanto mais veneram a vontade de prazer, ou quanto mais diretamente procuram o prazer, (…) nesta mesma medida tornam-se frigidos e impotentes” (Frankl). Os problemas da supervalorização sexual são potencializados por uma indústria que não para de crescer e que financia campanhas publicitárias, pesquisas e até mesmo materiais “educativos”, além de exercer um lobby entre médicos, psicólogos, educadores e formadores de opinião. Tudo para que a sociedade responda a seus anseios capitalistas.

A sexualidade é uma expressão do amor. Há já muito tempo que esta afirmação é empiricamente comprovada. No fundo, toda pessoa sabe que a relação sexual vivida no amor é muito mais prazerosa e realizadora. É preocupante que a inflação citada por Frankl siga acontecendo e aumentando a cada dia. Sua afirmação remete-se a meados do século passado e o que vemos hoje são casos cada vez mais comuns de impotência sexual e frigidez. Só no Brasil, estima-se que mais de 52% dos homens já apresentaram ou apresentarão algum tipo de disfunção erétil, segundo a Associação Brasileira par ao Estudo da Impotência, deste número 70% possuem causas emocionais. “Quanto mais caçamos o desejo, mais o afugentamos” (Frankl).

“Não é verdade que, no fundo, são paupérrimas as pessoas que, levadas pela doutrinação reinante, pensam que o amor não existe, que tudo é sexo? Ou nas palavras de Freud, que o amor não passa de sexualidade reprimida?” (Frankl). Muito embora estas afirmações sejam tidas como tabu por grande parte da sociedade, há que se pensar nas conseqüências, já citadas, dos malefícios que a desvalorização dos vínculos afetivos causa na sociedade, além é claro do enfraquecimento das próprias relações amorosas. Quantas são as jovens que se deprimem por não encontrarem um companheiro para viver uma linda história de amor? Quanto mais se debruça nas causas de que hoje em dia os homens não querem compromisso, mais evidente se torna que o prazer sexual está cada vez mais importante e cada vez mais disponível. 

Em um grupo de reflexão de mulheres conduzido por mim, com o tema “compreendendo o homem”, formado por mulheres de cerca de 30 anos de idade, é unânime a sensação de que os homens não querem compromisso porque há muitas mulheres, especialmente as mais jovens, que se entregam facilmente para a relação sexual e abrem mão do compromisso. Por outro lado, é também comum na clínica receber jovens mulheres que se sentem muito mal por viverem uma sexualidade descompromissada, em sua grande maioria afirmam assumirem o perfil das “piriguetes” ou o perfil da “garota moderna” ou “experiente” que está sempre aberta a ir pra cama na primeira noite, justamente para se sentirem aceitas e, no fundo, desejadas e amadas. O fato de experimentarem a depressão ou transtornos de ansiedade ou alimentares como a anorexia revela o óbvio de que tais relações não satisfazem o desejo essencial de amor, ao contrário causa frustração

Quanto mais pobre é a educação sexual, mais confuso é para os adolescentes, tanto para meninos quanto para as meninas, compreenderem o verdadeiro sentido da sexualidade. Enquanto os pais, educadores e governo não investem em uma educação humana saudável, a indústria sexual investe pesado no financiamento de campanhas publicitárias que não tem o intuito de propagar o amor, porque o amor não é lucrativo, não se vende.

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