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Sexting e seus riscos

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Compartilhar informação com conteúdo sexual no celular ou computador pode colocar em risco a integridade pessoal

Reproduzir fotos, vídeos ou textos com conteúdo sexual reservado à intimidade e difundi-los supõe uma falta de respeito ao corpo e à dignidade pessoal, trazendo diversos riscos. Ao receber este tipo de material, o conselho é apagar e evitar colaborar com isso, segundo o artigo sobre sexting publicado no site da arquidiocese de León (México).
 
"Sexting" é uma palavra que vem do inglês, como contração de "sex" e "texting", e consiste em difundir ou publicar conteúdos eróticos (especialmente fotos e vídeos) produzidos pelo próprio remetente, por meio do celular ou outro dispositivo tecnológico.
 
Esta moda acarreta riscos muito altos: a ameaça da privacidade, danos psicológicos, assédio, entre outros. Pessoas que se exibiram dessa maneira ou difundiram tal material se expuseram depois a ridicularizações, chantagem, cyberbullying, perda do emprego, manipulação, prisão e inclusive à morte violenta.
 
"Desde o momento do envio, perdemos completamente o controle do material, colocando em risco nossa integridade como pessoas e a do nosso corpo, arriscando-nos a que os outros faltem ao respeito conosco, assim como nós não nos respeitamos", adverte o artigo.
 
Com relação ao aspecto moral desta prática, o Catecismo da Igreja Católica indica que "o escândalo constitui uma falta grave quando, por ação ou omissão, leva deliberadamente outrem a pecar gravemente" (CIC 2326).
 
"A pornografia consiste em retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros, para os exibir a terceiras pessoas, de modo deliberado – explica o número 2354 do Catecismo. É um grave atentado contra a dignidade das pessoas intervenientes (atores, comerciantes, público), uma vez que cada um se torna para o outro objeto dum prazer vulgar e dum lucro ilícito. E faz mergulhar uns e outros na ilusão dum mundo fictício. É pecado grave. As autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de material pornográfico."
 
As autoridades civis também penalizam a produção e distribuição de material pornográfico. No México, por exemplo, o exibicionismo corporal com finalidade sexual é considerado delito.
 
O artigo da diocese de León aconselha a não reproduzir este tipo de material, "já que, por mais precauções que se tome, nunca se está totalmente imune da difusão do conteúdo: uma vez que a imagem sai do seu celular, você nunca saberá por que mãos ela poderá passar".
 
"E se você receber, não ajude a difundir; apague imediatamente, pois sua reprodução seria um delito dentro da nossa sociedade; por outro lado, como pessoas, estaríamos desrespeitando o nosso corpo e a dignidade do nosso próximo", prossegue.
 
Finalmente, aconselha: "Conheça as pessoas e não se deixe manipular; nunca peça nem ofereça este tipo de material, já que, a longo prazo, é uma atitude perigosa, pois os meios de comunicação são cada vez mais rápidos e eficientes, ajudando a manipular e exibir dados pessoais. Nosso corpo é templo do Espírito Santo".
 
Mais informações (em espanhol): "Guia sobre adolescência e sexting: o que é e como evitá-lo".
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