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Mulheres jovens, mensagens confusas e a vocação feminina

Karyn Shorter - publicado em 28/06/13

Querendo ou não, o que a sociedade nos diz é: as mulheres perdem o seu potencial quando não têm uma carreira. Mas isso é verdade?

Durante uma leitura recente do blog PostSecret, ao qual colaboradores anônimos enviam cartões postais com confissões pessoais, achei uma que falava sobre as expectativas da sociedade com relação às mulheres.


Dizia o seguinte: "Eu gostaria de ser uma mulher oprimida da década de 1950, para que eu pudesse ser uma dona de casa e não me sentisse culpada por isso".


Queiramos ou não, está implícito, hoje, que qualquer mulher que não siga a sua carreira por 5-10 anos antes de ter filhos desperdiçou seu potencial.


A sociedade é pouco específica sobre as suas expectativas acerca de o que as mulheres jovens devem fazer, mas ficaria satisfeita se um grande número delas se tornasse CEO de organizações multimilionárias, a la Sheryl Sandberg. Tudo o que as mulheres jovens sabem é que devem trabalhar mais para subir no ranking e ganhar dinheiro. Eu acho.


As mulheres jovens não são as únicas confusas, no entanto. Chris Krapek, do Huffington Post, escreveu a resenha de um filme chamado Frances Ha, em que o jovem "não tem compreensão real sobre o seu futuro".


Krapek passa a descrever depois como a sua própria vida se desviou do que parecia ser um caminho reto, claro. As pessoas da geração dos nossos pais podem se identificar com a confusão que vem após a rejeição ou o fracasso. O que fazer agora? Aonde ir?


Meus pais reagiram de forma diferente de Krapek ou Ha, porque sentiram um chamado superior. Meus pais queriam ter bons empregos, que lhes permitissem proporcionar uma vida melhor para seus filhos. Eles sabiam que queriam ter filhos e dependiam de si mesmos para garantir o seu bem-estar.


A motivação singular de um filho desapareceu. Já não lutamos para ganhar um dinheiro extra para o bem de uma geração futura. Agora, navegamos languidamente em sites de emprego na tentativa de pagar iPhones, roupas e outros itens de status de que precisamos para viver.


Na década de 1950, a mulher oprimida tinha um centro altruísta: a família. Hoje, as mulheres são incentivadas a se preparar para a sua carreira por meio da educação, networking, accessorizing etc. Esta perspectiva não prepara a mulher para a realidade do casamento e da família.


Uma amiga minha, mãe de 9 filhos, disse: "O casamento é o primeiro passo para se livrar do egoísmo. A segunda etapa é a maternidade. Minhas necessidades e meus desejos sempre vêm em segundo lugar".


Para muitos da minha geração, a ideia de ficar em segundo lugar é aterrorizante. A mulher tem valor em si mesma! Ela precisa seguir seus desejos e sonhos e, se isso significa não ter filhos, que assim seja.


Não é bem assim, diz o Papa João Paulo II em Mulieris dignitatem: "[A dignidade da mulher] consiste na elevação sobrenatural à união com Deus, em Jesus Cristo, que determina a finalidade última da existência de cada pessoa, tanto na terra como na eternidade".


Todo mundo procura se unir a Jesus Cristo no céu, mas Maria e, como consequência, todas as mulheres, já desfrutaram de uma união incrível e única com Jesus, por meio da maternidade.


Ainda que nenhuma mulher, com exceção de Maria, tenha experimentado a união física com Jesus, todas as mulheres têm a oportunidade de se livrar do seu egoísmo por meio da maternidade, e esta é realmente uma grande meta.

(Publicado originalmente por Catholic News Agency em 26 de junho de 2013)

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