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Suprema Corte dos EUA não poderá modificar a antropologia do homem

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Salvador Aragonés - publicado em 28/06/13

Reflexões diante da sentença DOMA sobre o casamento gay nos Estados Unidos

O reconhecimento da igualdade entre o casamento gay e o casamento formado pela união entre um homem e uma mulher, decidido esta semana pela Suprema Corte dos Estados Unidos, é uma notícia que afeta o fundamento da família no mundo inteiro, dada a importância e a difusão mundial da decisão americana.

A família (paternidade e maternidade) não pode ter como membros duas pessoas do mesmo sexo. A família é uma comunidade de amor aberta à procriação. As pessoas do mesmo sexo poderão se amar, mas nunca poderão procriar – daí que a paternidade e a maternidade nunca existirão neste contexto, do ponto de vista natural.

O problema, ou melhor, a miragem que está sendo criada no mundo é que, com base em leis positivas aprovadas pelos diversos parlamentos e por meio de sentenças, acabamos acreditando que modificaremos a antropologia humana, alterando a genética humana, a substância do amor e a própria procriação.

O século 21 mudou as leis da família, de maneira que qualquer união entre pessoas do mesmo sexo pode ser considerada "família", e qualquer família, e qualquer mulher pode destruir, apoiada na lei, o filho que carrega no corpo, abrindo horizontes às adolescentes, que podem agir sem autorização dos seus pais, comprando a pílula do dia seguinte.

Isso é considerado "triunfo da civilização", "progresso espetacular" no "reconhecimento dos direitos civis", e até as instituições de saúde pública disponibilizam cirurgias gratuitas de mudança de sexo às pessoas que desejam fazê-lo.

No caso da Espanha, como de muitos outros países, não foi a "Espanha Católica" que aprovou  as leis, mas um governo que tinha a obsessão de eliminar a religião da sociedade, com a imposição de um materialismo prático que facilitasse a existência de uma sociedade sem Deus, que ficaria cada vez mais isolado para aqueles cidadãos, reduto de outras épocas já superadas pela história.

Isso é como a aplicação nietzschiana da "morte de Deus": se Deus morreu, já resolvemos um enorme obstáculo para que o homem chegue à felicidade e à liberdade.

Mas o governo de Zapatero, como muitos outros, tão sectário nos temas religiosos (como é possível que tenha organizado uma "Aliança das Civilizações", ao mesmo tempo em que negava e lutava contra a civilização mais importante, a religiosa?), atolou-se no mau governo e no desastre das medidas econômicas adotadas, até o ponto de ser aconselhado a sair, se não quisesse ver a Espanha no nível em que hoje se encontra a Grécia.

Nem Zapatero – um triste presidente do governo espanhol – nem a Suprema Corte dos Estados Unidos conseguirão, por meio de leis ou outros dispositivos, mudar a constituição da família formada por um homem e por uma mulher.

A antropologia não depende de leis positivas, nem de mutações químicas, mas da lei natural, ou seja, da vontade de quem criou o homem e a mulher: Deus. Talvez construamos outra Torre de Babel, mas, assim como a primeira, o homem nunca chegará a desafiar Deus e acabará destruindo a si mesmo.

As leis não podem ser aplicadas somente sobre a base de uma situação de fato, como no caso da homossexualidade, que sempre existiu no mundo, mas devem servir o ser humano naquilo que o ser humano (homem e mulher) é em seu próprio ser, em sua própria missão e desenvolvimento no mundo.

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