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Políticos católicos e os princípios não negociáveis

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Aleteia Vaticano - publicado em 16/07/13

O que está mal não pode ser uma fonte de direitos reconhecidos publicamente

No âmbito mundial, os políticos e as leis atuais pretendem dirigir a ordem da criação, a natureza da família, as relações naturais básicas e outros princípios, sobretudo entre os pais e entre pais e filhos. Isso requer uma presença convencida e ativa dos católicos, que, pelo Batismo, têm a missão de orientar os assuntos temporais rumo a Deus.

No entanto, existem católicos declarados que, quando se trata de lidar com certos problemas sociais, utilizam a mesma forma de pensar de todos os demais e se escondem no aconfessionalismo da política para não assumir uma posição que, sem dúvida, poderia lhes ocasionar um custo político e econômico.

Falta-lhes o requisito da coragem pública.

Esquecem-se de que há princípios não negociáveis.

O que está mal não pode ser uma fonte de direitos reconhecidos publicamente, e não pode haver nisso nenhum progresso.

Estamos atravessando uma época muito diferente das anteriores. Hoje, mais do que nunca, é preciso contar com o exemplo dos leigos católicos no mundo.

Nesta sociedade cada vez mais tecnológica, virtual e com grandes diferenças, são muitos os leigos trabalhando pelo bem comum, pela construção da democracia. Isso é excelente, sempre e quando se busque recuperar o respeito pela ordem da criação, assim como o bem-estar espiritual e religioso das pessoas.

É preciso saber que não há bem comum real quando Deus é colocado entre parênteses, quando é confinado à vida privada. É o que o Papa Bento XVI disse sobre dar "o lugar de Deus no mundo", acrescentando que não precisamos nos adaptar ao mundo para poder prestar-lhe um serviço.

A presença ativa na sociedade inclui um chamado ao apostolado. Um apostolado de amizade, confiança, fidelidade ao espírito cristão, sendo testemunhas claras de Cristo, que ajudam e inspiram outros a aproximar-se de Deus e do seu plano salvador.

Para enfrentar esta tarefa, precisamos ter um encontro pessoal com Cristo, ter a experiência de Cristo. Ao mesmo tempo, precisamos nos formar de maneira contínua nos princípios da Doutrina Social da Igreja, para estar preparados para as constantes mudanças de rumo na sociedade.

A formação permite que atuemos com plena responsabilidade, em todas as estruturas temporais em que estamos vivendo.

Quanto mais santos e mais humilde formos, mais poderemos entender e estar perto, acompanhando-nos mutuamente no caminho rumo a Cristo.

Diante das incertezas, temos o compromisso de recordar à sociedade que há princípios que não se negociam, e isso só poderá ser feito se estivermos bem formados e convencidos que de Cristo veio nos ensinar o caminho para ser felizes em abundância (Jo 10, 10).

Aproveitemos esta época de férias e a Jornada Mundial da Juventude para aprofundar em nossa formação e participação na sociedade.

Tags:
CatólicosPolítica
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