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Papa Francisco na JMJ Rio2013: 8 chaves de leitura do encontro

Aleteia Vaticano - publicado em 17/07/13

Conheça os objetivos do Papa para a viagem e as mudanças que ele fez na programação

O Pe. Lombardi teve hoje no Vaticano um briefing para informar sobre a viagem do Papa Francisco para a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) Rio2013, que começará na próxima segunda-feira. A seguir, resumimos o conteúdo em forma de 8 chaves de leitura do evento, para compreender melhor sua dimensão:

1. O programa de Bento XVI, mas com mudanças

Ao realizar esta viagem, Francisco retoma o legado de Bento XVI, que foi quem convocou esta nova edição da JMJ no Rio de Janeiro. Mas é verdade que o programa foi "adaptado" a Bergoglio: "Digamos que se intensificou e enriqueceu com eventos adicionais", explicou Lombardi.

"O projeto preparado para Bento XVI era mais leve e, no entanto, com Francisco, foram acrescentadas algumas coisas, como, por exemplo, a peregrinação ao santuário de Aparecida, a visita à favela de Varginha (Manguinhos), ao hospital São Francisco de Assis da Providência e a reunião com o comitê do CELAM. São atos que não faziam parte do calendário do primeiro projeto de viagem, feito mais à medida de Bento XVI", explicou.

Além disso, houve uma interessante coincidência entre ambos os pontífices: a primeira viagem internacional de Bento XVI foi a Colônia (em sua Alemanha natal), para participar da JMJ 2005, que tinha sido convocada por João Paulo II. Agora é o argentino Bergoglio quem viaja ao continente americano em sua primeira visita fora da Itália. "Não foi ele quem decidiu fazer sua primeira viagem à América, mas, ao confirmar sua presença, deu-se este curioso paralelismo."

2. Brasil, destino de 3 papas

João Paulo II esteve 4 vezes no Brasil: em 3 delas, o país foi destino de uma visita e, em uma quarta ocasião, foi uma etapa da viagem à Argentina. Bento XVI esteve aqui uma vez, em 2007, por ocasião da inauguração da 5ª Conferência Geral do CELAM em Aparecida e da canonização de São Frei Galvão. Francisco será o 3º pontífice a visitar o país.

3. Autoridades civis e religiosas

Francisco viaja ao Brasil convidado pelos bispos organizadores e promotores da JMJ, ou seja, Dom Orani João Tempesta (arcebispo do Rio de Janeiro) e o cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB.

Da mesma maneira, a presidente da República, Dilma Roussef, convidou Francisco ao seu país quando esteve no Vaticano, na inauguração do pontificado, em 19 de março deste ano.

"O Papa confirmou imediatamente, poucos dias depois de sua eleição, que faria esta viagem para participar da JMJ, e isso permitiu que toda a organização trabalhasse rapidamente e sem incertezas", explicou Lombardi.

4. O Papa não poderia faltar

Como recordou o porta-voz aos jornalistas, a ideia da JMJ nasceu durante o pontificado do Beato João Paulo II: "São encontros da juventude do mundo inteiro com o Papa. Então, não podemos conceber uma JMJ sem a presença do Papa. É um dos elementos fundamentais deste evento".

5. Sem medo dos protestos sociais

Há algumas semanas, houve uma série de manifestações nas ruas do Brasil, inclusive durante a Copa das Confederações. Mas o Vaticano confia em que não haverá problemas, neste sentido.

"Muitos se perguntam se também haverá protestos por ocasião da visita do Papa – comentou Lombardi. Nós temos total confiança, também na capacidade das autoridades, de administrar bem e autorizadamente as situações e, portanto, vamos com serenidade, sabendo que estas manifestações não têm nada específico com relação ao Papa e à Igreja."

6. Quem fará parte do séquito papal

O porta-voz detalhou quem serão algumas das pessoas que farão parte do séquito que acompanhará o Papa. No avião, que sairá de Roma-Ciampino na segunda-feira, às 8h45 (hora de Roma), viajarão com ele o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado; Angelo Becciu, substituto da Secretaria de Estado; cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Comissão para a América Latina; e o cardeal João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para a Vida Consagrada, que atualmente é o único purpurado brasileiro na Cúria.

O Papa Francisco será acompanhado por outros membros habituais do séquito, como mestres de cerimônia, encarregados da comunicação, responsáveis da Gendarmaria vaticana e da Guarda Suíça etc. Também haverá médicos.

Já no Brasil, algumas pessoas se unirão ao grupo: Raymundo Damasceno Assis, presidente do episcopado brasileiro; Orani João Tempesta, arcebispo do Rio; Stanislaw Rylko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos; Jozef Clemens, responsável da JMJ na Cúria; e Giovanni d’Aniello, núncio apostólico no Brasil, bem como seus colaboradores.

7. Haverá encontro com os jornalistas e o Papa falará em espanhol

Como é costume, durante o voo, o Papa terá um encontro com os jornalistas de diversos meios de comunicação que viajarão com ele. Lombardi comentou que, desta vez, ele não seguirá o tradicional modelo de pergunta-resposta. "Será realmente um belo encontro, amplo e cordial, mas não com uma fórmula de entrevista preparada."

No total, está previsto que Francisco pronuncie 15 discursos, incluindo as homilias e saudações, durante sua visita ao Brasil. Ele falará em português e espanhol. "Em espanhol, o Papa se sente em casa, evidentemente. Muitas pessoas o entendem na América Latina e inclusive é possível que ele queira falar espontaneamente ou que faça intervenções neste idioma, que conhece melhor."

8. Francisco: "Todos nós somos jovens de coração"

"Todos nós somos jovens de coração": com estas palavras, o Papa Francisco encerrou a oração mariana no último domingo. O Pontífice confiou à intercessão de Maria todos os peregrinos que se reunirão com ele no Brasil para a JMJ.

"Que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, guie os passos dos participantes e abra seus corações para aceitar a missão que Cristo lhes dará", disse.

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