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Quando o sexo fala mais alto

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Aleteia Vaticano - publicado em 18/07/13

JMJ formação: a inflação sexual, termo usado por Viktor Frankl, é esta carga de sentidos e valores exagerada que nossa sociedade dá para o sexo

São muitos os aspectos que fazem com que as pessoas se apaixonem, em um nível primitivo sabe-se que os hormônios são responsáveis pela atração sexual e que determinados estilos e comportamentos chamam a atenção em algumas pessoas mais que em outras. No nível intelectual tentamos encontrar argumentos que convençam os outros sobre nossa escolha, alguns dizem ser pela beleza física, outros pelo caráter ou a inteligência, o jeito de ver a vida e muitos outros aspectos. Mas é quando as coisas não vão muito bem que se percebe que nenhum destes aspectos são fortes o suficiente. Quando o sexo fala mais alto e há traições, por exemplo, ninguém encontra razões para o relacionamento continuar, só se existir aquela coisa que é inexplicável, o amor.

A confusão sobre o sentido do sexo na vida é de longa data na história da humanidade, como já expressei em outros artigos anteriores, nossa cultura tratou de diferenciar muito a educação sexual entre homens e mulheres, embora esta diferença venha diminuindo, sempre foi muito grande. Os homens eram educados a viver uma sexualidade mais liberada enquanto as mulheres uma sexualidade mais reprimida. Hoje, vivemos uma mistura muito grande com o avanço das tecnologias de comunicação e a globalização. Se tradicionalmente uma família educava suas filhas para viverem a pureza sexual evitando os questionamentos, hoje as meninas têm acesso à vida privada de muitas outras meninas no mundo inteiro e questionam muito mais sobre as razões da educação que recebem, e é claro que isto também acontece com os meninos. 

Para muitos homens ainda há aquela ideia de que o sexo é uma questão de auto afirmação, muitos jovens ainda se orgulham quando são capazes de “ficar” com muitas meninas ou de ter uma relação sexual “bem sucedida”. E é claro que aqui estamos falando daqueles aspectos primitivos que unem o homem e a mulher. Quanto mais o sexo é encarado como fundamento da auto afirmação, menos espaço se dá para os aspectos mais essenciais, a dizer, o próprio amor

A inflação sexual, termo usado por Viktor Frankl, é esta carga de sentidos e valores exagerada que nossa sociedade dá para o sexo. Na prática, o que se vê são meninos e meninas lançando mão de máscaras para se relacionarem. Quantas são as mulheres, de todas idades, casadas ou não, que buscam viver uma sexualidade “potente”, “acima da média”, “experiente”, “top”, “inesquecível”! Quantos homens, de todas as idades, casados ou não, que vestem a máscara do “potente”, do “experiente”, do “cara”, do “garanhão”! Quanto mais máscaras se usa, menos verdadeiros são os relacionamentos, mais se aprofunda na ilusão de que somos primitivos, e nada mais que isso. Quando se investe em ilusões os resultados são nada mais que frustrações. 

Quando o sexo fala mais alto, a pessoa deixa de lado sua intelectualidade, seus valores sociais e principalmente sua essência espiritual, encobre sua capacidade de amar. Também é fato comprovado que quanto mais se investe na expectativa sexual, mais possibilidades de impotência existem. O verdadeiro prazer sexual está na entrega confiada e sem máscaras a pessoa amada, quanto mais confiança e cumplicidade, quanto mais segurança e sentido, mais e mais prazer, mais e mais gozo. No fundo, quem nunca amou, ainda que tenha tido milhares de experiências sexuais, jamais experimentou o auge de um verdadeiro prazer sexual!

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