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Religião sem máscaras

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Aleteia Vaticano - publicado em 26/07/13

Quanto mais uma pessoa tem seus sentimentos e pensamentos reprimidos, mais lança mão de máscaras para poder viver

O desenvolvimento de uma personalidade saudável passa pela liberdade de expressão, quanto mais livre é uma pessoa para expressar seus sentimentos e pensamentos, mais ela será capaz de ser autêntica e independente; da mesma forma, o efeito contrário é verdadeiro, quanto mais uma pessoa tem seus sentimentos e pensamentos reprimidos, mais lança mão de máscaras para poder viver, desenvolve uma personalidade inautêntica e nunca se torna independente. No que se refere à liberdade religiosa a história sempre encontrou obstáculos e o momento atual não é diferente, há um pensamento difundido de que o laicismo é uma ideologia da razão, da inteligência, compatível com o que é cientificamente comprovado, este laicismo, entretanto, revela-se tão intolerante quanto as religiões mais fundamentalistas, cerceia a liberdade religiosa e a vivência natural da fé. 

Há conflitos velados entre religião, política e movimentos sociais minoritários. No Brasil, embora a maioria da população se professe católica, há uma vivência mascarada desta fé. A JMJ e a presença do papa Francisco exerce um poder motivador para aqueles que mascaram sua religiosidade nos diferentes setores da sociedade.  

Embora a Igreja não seja perfeita, muito do que se critica a seu respeito é por falta de conhecimento ou por haver uma intenção clara para desacreditar seus ensinamentos, principalmente no que diz respeito ao valor da vida. Não é de hoje que grandes organizações que propagam o controle populacional investem pesado para que as pessoas não dêem ouvidos para os conceitos de família ensinados pela igreja. 

Quantos jovens têm vergonha de se dizerem católicos, vivem um catolicismo pela metade, ou apenas quando lhes convêm, usam a máscara da insegurança e sofrem o ônus de não terem claros seus princípios e valores de vida. Por certo que muitos conceitos da religião não são bem esclarecidos, muitos ensinamentos chegam aos jovens de forma deturpada e carregados de preconceitos. A visão da Igreja em relação ao sexo, por exemplo, não é bem conhecida e talvez nem muito esclarecedora, muito se fala em termos de certo ou errado, de pecado ou não pecado e pouco se oferece de razões e fundamentos, não que não existam, pois há documentos e uma vasta literatura sobre o tema, mas há também muito preconceito entre o clero e outros agentes da igreja. 

O papa Francisco levanta a bandeira de um cristianismo autêntico, sem máscaras e independente, mostra que é possível ser católico num mundo secularizado e repleto de incompreensões e intolerâncias. Para isso indica o caminho da humildade, o católico que não abre mão de sua fé, mas que está disposto a dialogar com os que pensam diferente, um catolicismo consciente e maduro, muito mais construtor da liberdade que o próprio laicismo.

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