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O que deve acontecer depois da JMJ?

@ JMJ Rio 2013
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Para o Pe. Armando Mateus, a JMJ pode nos ensinar um estilo mais adequado de acolhimento dos jovens nas paróquias

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do Rio de Janeiro tem muito a nos ensinar, e responde a uma importante pergunta: como devolver às paróquias e dioceses esse entusiasmo que vimos nos jovens com o Papa? Como dar cotidianidade à força de seus ensinamentos, sem dissipar a energia missionária? A Aleteia pediu "luz" ao Pe. Armando Mateus, observador atento da juventude e autor do livro "A primeira geração incrédula".
 
Como o senhor conciliaria a questão da participação na Missa dominical entre os jovens entre 18 e 30 anos, não superior a 15%, com a grande participação, mesmo à distância, da JMJ?
 
A JMJ sempre oferece aos jovens a oportunidade de ser protagonistas do evento, a percepção de uma grande dose de atenção para com eles. Outro elemento é a força das catequeses na Jornada, preparadas com cuidado, bem como celebrações litúrgicas de vários tipos, e não apenas a Missa. E também uma área especial para as confissões. Isso tudo envolve principalmente a experiência da dimensão do catolicismo com a participação de jovens de todo o mundo, como uma comunidade que recebe o "selo" da presença do Papa.
 
Qual a distância entre a experiência da JMJ e o cotidiano?
 
Poderíamos dizer que "a JMJ faz história, mas não escola". O risco é voltar à paróquia e começar a se preparar para a próxima JMJ, deixando a pastoral cotidiana. De fato, em nossa comunidade, há uma falta de atenção à pastoral escolar e universitária, e não se faz uma conexão com os professores de religião. Também se carece de uma catequese de jovens que incida sobre o encontro com a Sagrada Escritura, em vez de estudar somente questões de bioética ou doutrina social, embora sejam importantes. As celebrações dominicais talvez sejam também apressadas, sem músicas, sem a presença festiva da comunidade.
 
Por que isso acontece?
 
Definitivamente, não é por má vontade: há um problema de estrutura. Se o padre tem de lidar com mais de uma paróquia ou com paróquias grandes, onde pode encontrar tempo para abordar o mundo dos jovens, seus códigos, sua música? Como ter a oportunidade de visitar os jovens universitários da sua paróquia?
 
Por trás da JMJ, há anos de trabalho e preparação para a escolha das bandas, do logotipo, do hino. Quem quer lidar com essa "geração digital" precisa de tempo para se preparar, com a ajuda de toda uma comunidade que coloca o centro das atenções nos jovens. Talvez os bancos vazios de jovens na igreja ainda não nos abalaram o suficiente.
 
O que o senhor aconselharia às paróquias e dioceses para evitar perder esta experiência da JMJ?
 
Há uma atitude essencial: não nos acostumemos com a ausência dos jovens nas paróquias, associações e movimentos. Certamente, este não é um desafio fácil, mas devemos cultivar o desejo deste encontro, porque, como no amor, quando a ausência se torna um desejo, então isso abre os olhos e permite identificar estratégias.
 
Para ir ao encontro dos jovens, você tem de saber o que eles leem, os filmes aos quais assistem, a música que ouvem. É preciso estar presentes de forma séria na internet e nas redes sociais. E colocar em primeiro plano na pastoral nosso maior tesouro, que é a Bíblia, pois ela abre ao encontro com Jesus e permite que a liturgia seja ela mesma, o lugar da festa.
 
Precisamos nos livrar da ideia do domingo como "preceito" e ver a assembleia como lugar em que os fiéis se reúnem e, com a bênção de Deus, celebram o dom da vida, iniciando uma nova semana. No fundo, é isso que o cristianismo oferece: redescobrir a beleza da vida, mesmo em sua transitoriedade.
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