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Caminho de Santiago: ocasião para chegar aos afastados

© DR
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Rotas de peregrinação podem ajudar na nova evangelização; senso de espiritualidade e acolhida devem ser marcas cristãs nesses percursos

Para o seminarista Juan Hernández, do Seminário Conciliar de Madri, o Caminho de Santiago foi um marco em sua conversão. Ele considera que muitos buscam Deus no Caminho, e aí se tem uma grande oportunidade de evangelizar.

 

Como é a sua relação com o Caminho de Santiago?

 

Fiz o Caminho de Santiago três vezes. As duas primeiras eu fui com a ideia de resolver problemas de trabalho e afetivos. Na segunda vez eu comecei a ler a Bíblia, e isso mudou a minha vida. A terceira vez eu fiz após a morte de um grande amigo. Foi uma experiência decisiva.

 

Você encontrou no Caminho aquilo que buscava?

 

Dessa última vez já fui com a intenção de ir à missa todos os dias e com o ânimo de que fosse para mim algo como uns Exercícios Espirituais, com muito silêncio. Mas uma vez ali eu comprovei que isso é algo muito difícil: não muita possibilidade de ir à missa todos os dias; o silêncio nos albergues é quase uma utopia, com as pessoas bebendo, jogando baralho… Então cheguei a Tosantos, em Burgos, com vontade de ir para casa, porque tinha encontrado com muitos que viviam o Caminho como uma mera garrafa ambulante.

 

Eu sabia que esse era um albergue diferente, porque ali se rezava. Então fui conversar com José Luis, o hospitaleiro. Ele me disse que esse Caminho, para mim, devia consistir mais em dar do que em receber; que as pessoas deviam ver em mim um jovem normal, que reza, vai à missa. Também me convidou a voltar como hospitaleiro, algo que fiz em várias ocasiões, sobretudo nas férias do Seminário.

 

Como você vê o Caminho agora?

 

Pelo albergue passam entre 3.000 e 4.000 peregrinos por ano. Muitos são ateus; outros são protestantes, em sua maioria dos EUA. São grandes as possibilidades de evangelização que o Caminho tem, mas talvez a Igreja esteja aproveitando. Há pessoas que fazem o Caminho uma única vez na vida, sobretudo estrangeiros, e essa ocasião temos de aproveitar. Muitos levam o Caminho a sério. 

 

O que um albergue pode oferecer que seja diferente dos outros? 

 

A atenção espiritual, sem dúvida. Mas é algo que depende muito do hospitaleiro. Ao conhecer as intenções de oração dos peregrinos, vemos sofrimentos terríveis e feridas muito grandes. Muita gente leva tudo isso para o Caminho, e ali necessita de acolhida da Igreja.

 

Muitos começam a intuir a Deus no Caminho de Santiago e precisam de uma orientação, uma boa acolhida cristã. É necessário recuperar a hospitalidade como um carisma da Igreja e levar isso muito a sério.

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