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Acordo entre EUA e Rússia permitiu evitar a guerra na Síria

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Agência Brasil - publicado em 16/09/13

Ministro sírio da Reconciliação: "saudamos este acordo. Por um lado, ajuda os sírios a sair da crise e, por outro, permitiu evitar a guerra"

O acordo entre os Estados Unidos e a Rússia sobre a eliminação de armas químicas na Síria permitiu evitar a guerra, disse ontem (15) o ministro sírio da Reconciliação, Ali Haïdar. "Saudamos este acordo. Por um lado, ajuda os sírios a sair da crise e, por outro, permitiu evitar a guerra, retirando o argumento de quem queria provocá-la", disse, em entrevista a uma agência de notícias russa.

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, chegaram anteontem (14) a acordo sobre um plano de eliminação das armas químicas sírias. O acordo dá uma semana a Damasco para apresentar a lista dessas armas e prevê a adoção de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o assunto. Inspetores entrarão na Síria até novembro com o objetivo de eliminar as armas químicas do país até meados de 2014.

O acordo reduziu as ameaças de ataque pelos EUA para punir o regime do presidente sírio Bashar Al Assad, acusado de liderar um ataque com armas químicas que causou centenas de mortes no último dia 21 de agosto, perto de Damasco. O acordo de Genebra "garante um apoio internacional para que todos os representantes do povo sírio se sentem à mesa de negociações e resolvam os seus problemas internos numa próxima etapa", disse o ministro da Reconciliação sírio.

Várias capitais europeias demonstraram aprovação ao acordo, que também recebeu o apoio da China.

Novos conflitos

A Síria registrou novos conflitos ontem (15), após o acordo entre os Estados Unidos e a Rússia para eliminação do arsenal de armas químicas no país. Segundo informações da agência russa de notícias Itar-Tass, tropas do governo sírio iniciaram no sábado (14) e continuaram no domingo uma operação para retirar rebeldes da milícia islâmica Al Nusra de Maaloula, cidade cristã da Síria.

De acordo com a agência, o Exército sírio conseguiu tomar a cidade no sábado, mas os rebeldes continuaram a combater abrigados em um desfiladeiro. Na manhã de domingo, aproximadamente 100 homens armados fizeram uma tentativa de entrar em uma vila vizinha, mas foram repelidos e mortos pelas tropas do governo. O restante dos rebeldes tentou sair do desfiladeiro e entrou em combate com as forças do regime de Bashar Al Assad.

Um oficial superior do exército sírio informou que somente hoje as forças do governo teriam matado de 300 a 400 rebeldes. Há perdas do lado das tropas do governo também. O oficial disse que a intenção é retirar os militantes da cidade em dois dias.

(Agência Brasil)

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