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Papa: ter sempre próxima a memória da salvação

© Andreas SOLARO / AFP
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Francisco pediu que fiéis não domestiquem a memória, perdendo a alegria e se distanciando da presença do Senhor na vida de cada pessoa

O Papa Francisco pediu nesta quinta-feira que os católicos mantenham sempre acesa a memória da salvação realizada pelo Senhor, uma certeza que traz alegria e leva a festejar.

Em sua homilia na missa na Casa Santa Marta, Francisco enfocou o tema da memória “que toca o coração”.

“Isto não é importante só nos grandes momentos históricos, mas na nossa vida; todos temos memória da salvação. Mas ela está próxima de nós? Ou é uma memória distante, arcaica, uma memória de museu…? Quando a memória não é próxima, se torna uma simples recordação.”

“Esta alegria é a nossa força. A alegria da memória próxima. Ao invés, a memória domesticada, que se afasta e se torna uma simples recordação, não aquece o coração, não nos dá alegria e não nos dá força. Este encontro com a memória é um evento de salvação, é um encontro com o amor de Deus que fez história conosco e nos salvou; é um encontro de salvação. E é tão bom ser salvos que é preciso festejar.”

Segundo o Papa, “quando Deus vem e se aproxima, há sempre festa. E muitas vezes nós cristãos temos medo de festejar: esta festa simples e fraterna que é um dom da proximidade do Senhor. A vida, acrescentou o Papa, nos leva a afastar esta proximidade, e a manter somente a lembrança da salvação, não a memória que está viva”. A Igreja tem a ‘sua’ memória, que é a Paixão de Senhor. Também conosco acontece de afastar esta memória e transformá-la numa lembrança, num evento habitual”.

“Toda semana vamos à igreja, ou quando alguém morre vamos ao funeral… e essa memória, muitas vezes, nos aborrece porque não é próxima. É triste, mas a missa muitas vezes se transforma num evento social e não estamos próximos da memória da Igreja, que é a presença do Senhor diante de nós.”

No fim de sua homilia, o Papa pediu ao Senhor “a graça de ter sempre a sua memória próxima a nós, não domesticada pelo hábito, por tantas coisas, e distanciada numa simples recordação”.

(Com informações da Rádio Vaticano)

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