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Papa e Sínodo: novo estilo de governo

Jeffrey Bruno
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O Papa Francisco mostra mais uma vez o seu estilo de governo e o modo pelo qual ouve e se envolve pessoalmente no trabalho cotidiano dos órgãos curiais

Nessa segunda-feira, Francisco dirigiu-se à Via della Conciliazione, em Roma, para participar dos trabalhos sobre o novo regulamento da assembleia dos bispos.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no site Vatican Insider, 08-10-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto, veiculada na IHU On-Line nesta quinta-feira.

O Ford Focus azul de placa SCV 920, sem escolta nem comitiva, entrou na Via della Conciliazione às 16h15min dessa segunda-feira. Francisco quis participar pessoalmente dos trabalhos da Secretaria do Sínodo dos Bispos, que tem sua sede no Palácio Bramante da Via della Conciliazione, número 34.

Há algumas semanas, o papa havia enviado como núncio na Alemanha o secretário do Sínodo, Nicola Eterovic, nomeando em seu lugar o arcebispo Lorenzo Baldisseri, até aquele momento número dois da Congregação dos Bispos. Baldisseri chegou à secretaria do Sínodo com um mandato preciso: rever as normas que regulam os trabalhos sinodais, para torná-los cada vez mais eficazes e participados.

Na semana passada, a reunião do G8 dos cardeais, o "conselho" de oito cardeais nomeados por Francisco para ajudá-lo no governo da Igreja universal e na reforma da Cúria, começou os seus trabalhos justamente sobre o tema do Sínodo, por motivos de urgência: daqui a alguns dias será anunciado o tema da próxima assembleia – além do tema previsto sobre a questão "antropológica", deve ser acrescentada uma especificação sobre a pastoral familiar ou matrimonial –, e Francisco quer que o Sínodo ocorra com uma nova modalidade.

Haverá mais consultas, também através da internet, como contou o cardeal Óscar Rodríguez Maradiaga nas entrevistas dos últimos dias. E se está estudando um processo "em etapas", que prevê uma diluição no tempo dos trabalhos e um maior envolvimento da base, das Igrejas locais, chamadas a se expressar sobre o tema discutido. Depois de uma primeira sessão de trabalho em Roma, as propostas serão compartilhadas com as Igrejas locais, para depois voltarem novamente para Roma.

Com a sua participação nos trabalhos da Secretaria Geral do Sínodo, na qual também estão presentes alguns dos cardeais do G8, o Papa Francisco mostra mais uma vez o seu estilo de governo e o modo pelo qual ouve e se envolve pessoalmente no trabalho cotidiano dos órgãos curiais.

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