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A segunda virgindade

© Martin Novak/SHUTTERSTOCK

José María Contreras - publicado em 18/10/13

Muitos jovens são conscientes de que acabaram tratando de maneira superficial a realidade íntima e profunda do sexo

Há muitas pessoas que acreditam que os jovens perderam toda inibição diante do sexo. Isso não é verdade. Com o passar do tempo, muitos se envergonham das suas relações sexuais. Posso dizer que a maioria dos jovens com quem converso sobre este assunto gostaria de ter esperado mais.

Os motivos alegados por eles são do estilo de que já não estão mais saindo com essa pessoa, que chegaram  mais longe do que gostariam, que não perceberam o que realmente estavam fazendo, que haviam bebido demais.

No caso dos homens, é frequente ouvir que se empolgaram demais e depois não sabiam como parar; entre as mulheres, muitas pensavam que, se não fizessem sexo, perderiam a pessoa de quem gostavam. Há um lista enorme de motivos, inclusive de cunho moral.

Muitas vezes, manifestam pouca autoestima e, se elas sentem que foram maltratadas, pensam inclusive que mereciam isso. Nos homens, no entanto, esta falta de autoestima se manifesta mais no âmbito do álcool e demais drogas.

Em geral, o raciocínio que fazem é difícil de entender do lado de fora; no entanto, aparece como muito interiorizado por eles: para estar como estou, sempre havia tempo, mas já não posso voltar atrás, ser como era.

Muitos deles são conscientes de que trataram com muita frivolidade algo tão íntimo, como a sexualidade.

É preciso falar da segunda virgindade.

O que se fez, feito está, já não há volta, mas é verdade que muitos não eram conscientes de quão importante era não ter feito isso. Repito, é hora da segunda virgindade.

Se realmente, a partir deste momento, você quer guardar sua intimidade até o casamento, é preciso falar com seu o(a) namorado(a), com clareza, sobre como você gostaria de viver sua sexualidade até que se casem.

Se sua decisão for aceita, o relacionamento continua. Do contrário, é sinal inequívoco de que a outra pessoa não a(o) ama como você quer ser amada(o). Portanto, ainda que seja custoso, é preciso acabar com este relacionamento.

Perceber que é possível viver assim aumenta a autoestima e o amor no casal. Além disso, devolve a esperança, que em muitos casos se considerava perdida.

(Original publicado no blog "Pequeños secretos de la vida en común")

Tags:
Sexualidade
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