Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Segunda-feira 18 Janeiro |
home iconAtualidade
line break icon

A realidade sobre a crise econômica nos Estados Unidos

Amanda Lucidon

Fórum Libertas - publicado em 21/10/13

Até quando será possível viver à base de gastar muito mais do que se é capaz de produzir?

Se não tivesse havido acordo na semana passada, os Estados Unidos estariam a menos de 24 horas da suspensão de pagamentos, um fato que teria um impacto extraordinário na economia global. Pode-se discordar sobre se isso seria trágico ou não, mas, sem dúvida, pelo menos da perspectiva europeia, atingiria uma ferida que ainda não fechou.

A mídia, com sua tendência cada vez mais acentuada de simplificar e transformar as questões em uma luta entre o branco e o preto, apresenta o assunto somente como um conflito entre Obama e os republicanos, entre a reforma "Obamacare" e a aprovação do teto da dívida. Mas esta não é a questão de fundo.

O problema é como os Estados Unidos se acostumaram a viver: sobre uma montanha de dívidas e com um déficit público avassalador. Obama, do ponto de vista da economia dos Estados Unidos, apresenta resultados alarmantes: de 2009 a 2011, o déficit acumulado foi de 3,8 bilhões de dólares, cifra difícil até de imaginar.

Para situar um ponto de referência, Bush, que tampouco foi exemplar nesta questão, deixou, em 2008, um déficit de 459 mil milhões. Obama, no ano seguinte, mais do que triplicou este número, alcançando 1,4 bilhão.

É verdade que, neste período, houve uma crise econômica mais dura do que a Grande Depressão de 1929, mas, apesar disso, a máquina do endividamento é indiscutível e tem uma dimensão insustentável.

Até agora, isso foi sendo suportado. O debate neste momento é elevar o teto da dívida, que já é de 16,8 bilhões de dólares. Mas a questão que afeta todos nós é: até quando será possível viver desta maneira? Até quando será possível viver à base de gastar muito mais do que se é capaz de produzir?

É evidente que este foi o mal espanhol, por exemplo, e que, em seu momento, houve muitos economistas que defenderam que não era um problema financiar o crescimento apelando ao endividamento continuado. E deu no que deu.

Certamente, a Espanha não é como os Estados Unidos, as diferenças em seu papel econômico são astronômicas, mas é um insulto ao bom senso pensar que, por maior que seja o país, ele pode continuar funcionando à base de gastar muito além do que pode e resolver isso mediante uma injeção massiva de "dinheiro fabricado", de 85 mil milhões de dólares por mês.

Esta é a dimensão da terapia à qual os Estados Unidos vivem submetidos. É preciso sublinhar que, até agora, isso funcionou razoavelmente bem: têm baixas taxas de juros, inclusive os da dívida pública, e mantêm o dólar com certa fraqueza, o que facilita as exportações americanas e dificulta as importações.

Mas, no fundo de tudo isso, há um grande mecanismo de instabilidade que não valeria a pena tratar se não fosse porque o seu dano pode ser mundial, porque pode afetar todos nós. A saída da crise americana, por mais que se empenhem alguns economistas (que, por outro lado, pertencem ao grupo de cidadãos que idolatra Obama), está cambaleando.

Esta é a questão de fundo à qual ninguém, nem nos Estados Unidos nem em lugar nenhum, parece dar a atenção que merece.

Tags:
criseMundo
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Top 10
Pope Audience Wednesday
Vatican News
A importância de ir à Missa aos domingo, segu...
UNPLANNED
Jaime Septién
Filme contra o aborto arrasa nas bilheterias ...
FATHER PIO
Maria Paola Daud
Quando Jesus conversou sobre o fim do mundo c...
Aleteia Brasil
Foi com esta oração que um brasileiro obteve ...
BLESSED CHILD
Philip Kosloski
Cubra seus filhos com a proteção de Deus atra...
Reportagem local
Médica perde pai para covid: "Tomei a mais di...
BABY BAPTISM
Padre Reginaldo Manzotti
Por que é tão importante batizar uma criança?
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia