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“Eu mereço ser feliz!” – Adolescentes para sempre

© Robert Hoetink SHUTTERSTOCK

Élison Santos - publicado em 23/10/13

De fato, não há casamento perfeito, assim como ninguém é perfeito nem pra si mesmo, muito menos para o outro

“Eu mereço ser feliz!”, quem nunca ouviu esta frase? O que ela significa no contexto em que vivemos e por que ela parece ser a explicação mais comum para as atitudes socialmente indesejadas? Afinal de contas, quem não merece ser feliz? Há um critério de merecimento para a felicidade? A regra da meritocracia também se aplica para a felicidade? E quem julga os que são ou não merecedores desta felicidade? No que diz respeito ao casamento, o tão idealizado “felizes para sempre” parece dar lugar ao “feliz para sempre” with or without you (com ou sem você) como diz a música do U2.

O divórcio cresce a cada dia. Muitos países da Europa apresentam uma taxa maior que 50% em relação aos casamentos. No Brasil, segundo dados do IBGE, a taxa é acima de 30% e segue aumentando. Há quem diga que isto significa o fim do mundo ou a decadência da sociedade. Outros, por outro lado, dizem que isto representa uma libertação da sociedade dos moldes familiares do passado. O fato é que o aumento do divórcio tem um significado muito importante para a compreensão da sociedade atual.

É do senso comum que, quando as coisas não vão bem e parecem não ter solução, a separação é um remédio certeiro. Quantos casais depois de longo tempo juntos não suportam mais um ao outro e, mesmo após tentarem, muitos acabam percebendo que a vida juntos é intolerável. Há também aqueles que mesmo tendo muitos problemas e incompreensões vão se acertando e superando as limitações um do outro, enfrentam problemas e discussões, se separam, mas sempre se casam novamente um com o outro, para estes parece que o amor realmente fala mais alto. De fato, não há casamento perfeito, assim como ninguém é perfeito nem pra si mesmo, muito menos para o outro.

O casamento é uma entrega, uma escolha madura de um companheiro ou companheira que irá partilhar os projetos, os sonhos e toda a vida, por isso inventamos o namoro, o noivado, para que com o tempo as pessoas se conheçam melhor, aprendam a lidar com as limitações do outro e se decidam se querem ou não viver um compromisso para toda a vida. Casamento implica a possibilidade de se ter filhos, somos seres dependentes, uma criança ao nascer depende totalmente de que outras pessoas se comprometam com seu cuidado. A mulher que dá à luz precisa de apoio, de suporte, pois toda sua estrutura física e psíquica se volta para o bebê, é uma profunda doação e aí entra o papel do pai. A família não é invenção da Igreja, é algo natural, necessário para o desenvolvimento do ser humano.

O divórcio que para muitos representa a possibilidade da tão esperada “felicidade” pode por outro lado deflagrar a fraqueza e a imaturidade para o amor. Quando digo que “eu mereço ser feliz”, estou buscando uma auto-afirmação, um movimento comum para a adolescência, uma busca pela independência e a auto realização que é necessário para o jovem que deixa a casa dos pais para construir uma nova família. “Eu mereço ser feliz” é dizer que o casamento é uma prisão, que a esposa ou o esposo representam o papel do controle e não da parceria, da partilha. Tenho a impressão de que muitos dos casamentos que terminam em separação jamais teriam existido se as pessoas estivessem realmente maduras para se doarem.

A separação não é algo fácil. Quando o casal decide de comum acordo e depois de muito diálogo as coisas parecem caminhar de forma mais pacífica, o que possibilita uma reconstrução mais harmoniosa da vida amorosa de ambos. Quando o “eu mereço ser feliz” entra em campo parece haver uma desconsideração do outro, há uma busca adolescente pela auto-afirmação, é quando o diálogo não tem lugar, a pessoa não quer resolver problemas, ela quer ser feliz, mesmo que para isto o outro sofra e muitas vezes, especialmente quando existem filhos pequenos ou

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