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A Igreja não pode abandonar os jovens, pois eles precisam dela

© Ronaldo Correa/JMJ Rio 2013
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A Igreja Católica oferece resposta à sede juvenil de identidade, comunhão e de construção de um mundo melhor e mais humano

De 22 a 29 de julho, o Papa Francisco realizou sua primeira viagem internacional, visitando o Brasil para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro. É significativo que a primeira peregrinação do Pontífice fora da Itália tenha sido ao continente americano e, além disso, a um encontro multitudinário com os jovens do mundo inteiro.
 
A confiança e esperança na juventude são, sem dúvida, um claro fio condutor nos pontificados dos últimos sucessores de Pedro. É importante destacar que estes últimos papas não caíram, como tantas vozes da nossa época, em uma desesperançada enumeração dos problemas da juventude de hoje.
 
Não se trata de sustentar uma visão ingênua ou cega dos problemas reais dos jovens, nem ignorar as rupturas que o pecado introduz nos que vivem como se Deus não existisse. Mas tampouco podemos esquecer que a juventude é essencialmente a mesma em toda época e lugar, com anseios e buscas similares, e que as diferenças estão nos matizes e formas com que se expressam.
 
A Igreja olha para os jovens como Jesus olhou para o jovem rico, com amor e compromisso, buscando responder aos anseios legítimos do seu coração. Seria um grave erro ignorar as manifestações – sejam estas positivas ou negativas – próprias da nossa época; porém, mais grave ainda seria perder de vista a interioridade da juventude e deixar de responder àquelas inquietudes que caracterizaram os jovens de toda época e lugar.
 
A evangelização da juventude supõe, portanto, discernir aqueles aspectos que constituem o mais autêntico da experiência juvenil. A sede de infinito que sela o coração do jovem se manifesta em diversos anseios, presentes também nas pessoas de todo tempo e lugar; mas, nesta etapa da vida, há características particulares e acentos próprios.
 
Tudo isso reflete, de maneira especial, que o ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, é um ser em relação, que tende ao encontro com Ele, fundamento da sua existência, e ao encontro com os seus semelhantes.
 
Há especialmente três anseios que se manifestam neste momento da vida com grande força: no coração do jovem, há um desejo de identidade, de comunhão e de um mundo melhor.
 
Toda pessoa, com maior ou menor consciência, tem vontade de se conhecer. Percebe-se chamada a viver segundo a sua identidade, que descobre como única, e a desenvolver-se segundo esta unicidade. Em um jovem, esta dimensão surge como uma força desbordante. "Quem sou eu?" é uma pergunta que pulsa no seu coração e o move quase de maneira permanente a buscar essa identidade.
 
A Igreja é depositária da Verdade, que não é uma ideia abstrata nem um simples código moral, mas o próprio Senhor Jesus, que revela a cada jovem sua própria identidade e é, no final, o único modelo que não aliena.
 
O jovem tem também uma profunda fome de comunhão. O uso tão generalizado das redes sociais é apenas uma pequena manifestação disso. Ele deseja se comunicar, estar com outros, compartilhar, ser levado em consideração.
 
A Igreja é como um sacramento da unidade com Deus e da unidade de todo o gênero humano. É comunidade que convida à comunhão e à participação. Ela se manifesta na família, Igreja doméstica, e é também comunidade de jovens, não fechada ou exclusiva, mas aberta a acolher outros jovens e convidá-los a viver autenticamente a amizade, a comunicação e o compromisso. As comunidades de fé, reflexo da comunhão trinitária, são de suma importância no apostolado com os jovens.
 
Finalmente, os jovens querem um mundo melhor. O coração do jovem busca algo a mais, algo melhor, deseja um mundo mais humano. O Papa Francisco recordou isso, dizendo aos jovens que é por eles que o futuro entra no mundo; e lhes pediu que fossem protagonistas da mudança para um mundo melhor.
 
A Igreja é comunidade que enxerga o horizonte da missão, que luta por um mundo melhor, que não permanece sentada, mas que vai às "periferias" e faz apostolado, anunciando o Senhor Jesus.
 
Ela pode questionar e despertar no coração jovem esse desejo de mudança no mundo, ajudando-o a compreender a missão que o Senhor lhe confiou, esse chamado pessoal, único – anterior inclusive aos seus anseios e em resposta a eles –, a recapitular tudo em Cristo, ou seja, o chamado à santidade e ao apostolado.
 
A Igreja é capaz de chegar ao coração do jovem e ajudá-lo a formular as perguntas fundamentais, com a linguagem própria de cada época e lugar. Estas perguntas remetem, em última instância, àquela pergunta decisiva que o jovem rico fez a Jesus: o que preciso fazer para alcançar a vida eterna?
 
Junto aos questionamentos que elevam o olhar do jovem, a Igreja oferece também Aquele que é a resposta última. Ela é capaz de ver o jovem com o olhar de Jesus, transcendendo as máscaras, egoísmos e estreitezas, que têm sua raiz no pecado, para tocar o coração de cada um, mostrando-lhe esse Cristo que reconcilia e cura, e chamá-lo à grande aventura da vida cristã.
 
© 2013 – Revista "Vida y Espiritualidad"
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