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Educamos para a paz ou para a agressão?

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A resposta a esta pergunta pode nos dar algumas dicas para saber se estamos educando na conciliação e paz ou na vingança e ressentimento

Nossos filhos apresentam comportamentos agressivos? Como reagem quando são agredidos? E nós, pais, como os orientamos a respeito disso? As resposta a estas perguntas podem nos dar algumas dicas para saber se estamos educando na conciliação e paz ou na vingança e ressentimento.
 
Nas relações interpessoais, surgem situações que levam o ser humano a agir de forma violenta; por exemplo, as crianças podem brigar por um brinquedo ou dar tapas nos pais quando estes não cedem aos seus caprichos; os adolescentes podem apelar à agressão para "solucionar" suas dificuldades.
 
Diante destas reações, os pais têm duas opções: reforçar os sentimentos negativos dos filhos ou, o que é mais apropriado, frear este tipo de comportamento, ensinando-os a controlar suas emoções para chegar ao domínio de si mesmos, e orientá-los na tolerância, na paz, no perdão e na reconciliação.
 
Na infância, a violência pode se apresentar como uma forma de conseguir o que se quer, e é então que os pais devem intervir para controlar as situações.
 
"Com 2, 3 ou 4 anos, a criança bate como um recurso que aprendeu de maneira involuntária com os amigos ou com os próprios pais", afirma Miquel Mena, psicopedagogo e diretor do Isep Clínic Lérida. A criança acha que este gesto agressivo lhe oferece alguns benefícios, ou seja, acredita que, batendo, vai conseguir o que quer.
 
"Se a criança quer o brinquedo de outra criança e comprova que, batendo no coleguinha, vai conseguir o que quer, então continuará fazendo isso; se quer chamar a atenção dos pais e constata que a terá se bater neles, continuará fazendo isso; se os pais a incentivam a responder batendo quando outros batem nela, a criança continuará fazendo isso", afirma Mena, em um texto publicado pelo jornal ABC.
 
Igualmente, é preciso revisar a atitude dos pais quando os filhos são agredidos, e não somente os agressores. Neste casos, é necessário evitar frases como "não seja bobo, defenda-se; se ele bater em você, revide". Ainda que seja preciso escutar suas razões, também é preciso ensiná-los a reagir de forma assertiva, evitando a violência como recurso.
 
Também é importante explicar-lhes que devem recorrer a um adulto (muitas vezes, o professor), que poderá atuar como mediador ou conciliador. Este procedimento pode dar resultados muito positivos; inclusive o que começou como uma briga pode terminar como um a amizade, dando lições de respeito, sem tornar-se multiplicadores da violência.
 
Como em tudo, há exceções. Algumas crianças, pelo seu temperamento passivo, podem ser alvo de agressão de outros. Neste caso, o tratamento é diferente: sem levá-las a responder com agressividade, é preciso ensiná-las a exigir respeito, por meio da educação do caráter e da autoestima.
 
Para reprimir uma conduta agressiva, os pais devem fazer que os filhos entendam que esta atitude causa danos. "Para isso, podemos utilizar recursos como fazer cara de dor ou ficar bem sérios. Também se pode usar o castigo de deixar a criança em um canto durante a quantidade de minutos correspondente à sua idade. Outra forma é identificar comportamentos positivos que ofereçam os mesmos resultados que os comportamentos agressivos, e reforçá-los com recompensas", sugerem Mena e Jorge Casesmeiro, especialistas no tema.
 
Na adolescência, apesar do trabalho educativo dos pais durante a infância, há situações que podem levar os filhos a agir de maneira inadequada. Já com sua capacidade de entendimento, será preciso convidar os adolescentes a trabalhar as virtudes necessárias para a convivência saudável, como a paciência, o respeito, a tolerância, a amizade, o perdão.
 
Estas ferramentas serão úteis na solução de conflitos que se apresentarão ao longo da sua vida e que eles deverão enfrentar pelo caminho da paz, da conciliação e do respeito. Não é admissível, portanto, que os pais alimentem em seus filhos adolescentes sentimentos de rancor e vingança.
 
Como afirma João Paulo II, "a espiral da violência só pode ser freada pelo milagre do perdão".
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