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Pacificar a alma e o mundo: a lição de Gandhi

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Bispado de Urgel - publicado em 22/11/13

A prática da não violência é o melhor caminho rumo à pacificação da sociedade

A não violência é um movimento amplo e rico que não pode ser apresentado de maneira simplista; é um método nascido ao abrigo da experiência religiosa, mas isso não significa que só as pessoas religiosas podem praticá-lo e deixar-se guiar por ele. A não violência, tal como a viveu, pensou e praticou seu máximo representante, MahatmaGandhi, está profundamente arraigada na espiritualidade e na oração.

Esta filosofia estendeu-se tanto no Ocidente quanto no Oriente, tendo grandes representantes. Algumas das características que identificamos nos teóricos da não violência, independentemente de sua religião, são: é uma forma especial de ser, estar e perceber a realidade; uma forma repleta de admiração e misericórdia; uma capacidade de comover-se intimamente diante de tudo o que existe, seja uma pequena criatura ou diante de realidades como a bondade, o sofrimento e a beleza; uma inspiração que vem mais da intuição que do raciocínio; uma convicção de que a força do espírito é poderosa; uma preocupação constante pela fidelidade à voz interior; uma capacidade de aceitação generosa das situações difíceis da vida, como o fracasso, a doença e a morte; uma esperança e uma coragem constantes.

Quando falamos da não violência, geralmente costumamos nos referir à teoria e ao método que MahatmaGandhi praticou e sistematizou, tornando-o um poderoso movimento espiritual e social, bem como um instrumento de paz capaz de alcançar objetivos – inclusive políticos – muito significativos, como o da própria independência da Índia.

O conceito de não violência (ou "ahimsa") não é, para Gandhi, uma ideia apenas negativa, mas também uma concepção positiva, ainda que difícil de definir, uma espécie de benevolência com relação a tudo que existe, tese que está presente já no hinduísmo e muito especialmente no jainismo.

O termo sânscrito "a-himsa" significa literalmente o não desejo de prejudicar qualquer ser vivo. O budismo, nascido no interior das tradições religiosas hindus, assumiu este espírito e concedeu um lugar central ao conceito e à prática da compaixão por todos os seres.

A não violência vai além da resistência passiva, do não causar dano, e exige inclusive a compaixão que auxilia ativamente os seres que sofrem. Parte da benevolência e da compaixão e isso faz com que dê um passo além da mera resistência. Gandhi elabora uma teoria e um método que aplicará, de maneira sistemática, no âmbito das estruturas sociais, políticas e econômicas.

A força da verdade e do amor

Gandhi parte da seguinte certeza: "O mundo não está fundamentado na força nas armas, mas na força da verdade e do amor. Assim como existe uma força de união com a matéria, também existe uma entre os seres vivos, e esta força é o amor. As armas da verdade e do amor são invencíveis".

Segundo os teóricos da não violência, a benevolência com todos os seres e a firme adesão à verdade devem impregnar até os menores atos cotidianos. Eles se esforçam por transformar o mundo segundo os princípios da não violência e chegar a uma autêntica paz, alicerçada na verdade e na justiça.

Foi na África do Sul onde Gandhi teve suas primeiras experiências da não violência. De volta ao seu país, empreendeu a tarefa de aplicar seus métodos à luta pela independência. Em 1920, realizou a primeira campanha de desobediência civil. O próprio Gandhi se encarregou de explicar seu sentido: não se tratava de uma mera resistência passiva; a resistência passiva, segundo ele, é a arma dos fracos e não exclui o uso da força e da violência para alcançar seu objetivo.

Não violência e cristianismo

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