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Intenções de oração Papa em dezembro

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Apostolado da Oração - publicado em 03/12/13

Francisco reza pelas crianças vítimas de violência e pela preparação do Natal

Por António Coelho, s.j.

Intenção Geral

Não esqueçamos as crianças

São muitos os milhões de crianças no mundo que não têm as mínimas condições de vida, que são vítimas de violências físicas e psicológicas, que sofrem toda a espécie de abusos, muitos deles de caráter sádico. Segundo as estatísticas, só as chamadas «crianças de rua», que vivem entregues a si mesmas ou são vítimas de exploradores, atingem os 200 milhões, algumas delas ainda de tenra idade.

As crianças são sempre as maiores vítimas da violência, dada a sua vulnerabilidade, que as torna aliciáveis por gente sem escrúpulos, porque não podem fazer ouvir a sua voz e não possuem capacidade de defesa em qualquer setor que seja.

A raiz da tragédia humana que afeta as crianças está na família: famílias desunidas ou separadas, pais que não sabem educar os filhos, pais que simplesmente põem os filhos fora de casa.

Uma criança não pode sobreviver física e psicologicamente sem amor e, portanto, quando este amor falta, a criança não poderá nunca alcançar um desenvolvimento normal. A criança clama por amor, como clama pelo pão, porque são dois alimentos indispensáveis para a construção de uma vida.

Como podemos ver no Evangelho, Cristo tinha um carinho especial pelas crianças, chegando mesmo a afirmar que o Reino dos Céus é daqueles que são como elas.

A Igreja, na sequência da atitude de Cristo, possui numerosas instituições para a proteção dos mais pequenos. Mostra assim ter uma profunda percepção dos sofrimentos e injustiças suportados pelas crianças no mundo.

Os Estados em geral e as várias nações em particular têm a grave obrigação de proporcionar aos seus membros, sobretudo os mais fracos, os meios necessários para que possam ter uma vida digna e um futuro que os realize.

Rezemos, neste mês em que celebramos o nascimento de Jesus, para que as crianças do mundo inteiro possam ter o carinho e o amparo que Jesus teve desde o seu nascimento.

Intenção Missionária

Preparar o Natal

Todas as festas têm que ser preparadas. E quanto maior é a festa, mais cuidada deve ser a sua preparação.

E o Natal é a grande festa do cristão. É verdade que a Páscoa é a festa número um do Cristianismo, mas Cristo não podia ressuscitar se não tivesse nascido… Neste sentido, o Natal é a festa fundamental entre todas.

Mas enquanto as festas em geral têm uma preparação meramente exterior, o nascimento de Cristo exige uma preparação sobretudo interior. Isto não exclui que outras componentes do Natal, concretamente a chamada consoada, devam ser esquecidas, mas o cristão não pode esquecer que o principal é a vivência interior do nascimento de Jesus.

Porém, infelizmente, muitos cristãos limitam-se, praticamente, à parte exterior, esquecendo-se de viver o Advento, como tempo de preparação para o Natal, a fim de este ser vivido cristãmente e não como mais uma festa.

E a atitude espiritual de espera vigilante e orante deve ser a fundamental a exercitar no tempo do Advento. Foi, certamente, esta a atitude que tiveram Maria e José. Com que emoção eles não terão preparado o nascimento de Jesus, sobretudo nos dias que o precederam imediatamente!

Nós, cristãos, temos a missão de difundir, por meio do testemunho da nossa vida, a verdade do Natal que este nos traz cada ano. Esta verdade continua a ser necessária num mundo que vive, tantas vezes, na mentira, no fingimento, nas aparências. O Natal não é a mera recordação de um acontecimento do passado, mas um facto presente, tão verdadeiro como foi há dois mil anos.

Que o Menino Jesus, ao nascer, não nos encontre distraídos. Preparemos na nossa alma e na nossa família uma digna morada, onde Ele Se sinta acolhido com fé e amor.

(Apostolado da Oração)

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