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Realmente vamos ressuscitar? E como será isso?

A coffin – pt

© Robert Hoetink/SHUTTERSTOCK

Aleteia Vaticano - publicado em 19/12/13

Jesus nos prometeu que ressuscitaremos, e Ele foi o primeiro, com o mesmo corpo, mas glorioso e fora do tempo e do espaço

Na vida cotidiana, ao dizer “creio” ou “espero”, expressamos certa insegurança: “Creio que passei na prova; espero conseguir o emprego; mas não sei”. É algo natural, pois este mundo está sujeito a variáveis que podem alterar tudo. Mas não é assim com as coisas de Deus.

No Credo, dizer “espero a ressurreição dos mortos” não significa “eu gostaria, mas sei lá”. Esta afirmação expressa absoluta confiança em receber aquilo que esperamos. Por quê? Porque “fiel é o autor da promessa” (Hebreus 10, 23), porque Aquele que nos prometeu que ressuscitaremos cumpre o que promete.

Consideremos estes três pontos:

1. A Palavra de Deus anunciou a ressurreição por meio dos profetas (cf.Is 26,19; Ez 37,1-14). E Jesus não só afirmou que a ressurreição existe(cf. Mc 12, 18-27), mas anunciou sua própria ressurreição (cf.Mt 16, 21; 17,22; 20, 18-19; Mc 8, 31; 9,31; 10,  33-34; Lc 9, 22).

Contamos com o testemunho confiável de numerosos textos bíblicos que testemunham que Cristo ressuscitou (cf.Mt 28,9; Mc 16,9; Lc 24, 4; Jo 20,24-29; Atos 1,1-9; 1Ts 4, 13-14; 1Pe 1, 21).

Se na arqueologia é considerado altamente confiável um escrito antigo que narra algo ocorrido séculos antes, quanto mais os textos do Novo Testamento, escritos por testemunhas contemporâneas de Jesus.

É importante ressaltar que, desde o início do cristianismo, a pregação se centrou no fato irrefutável de que Jesus morreu e ressuscitou (cf. Atos 2, 22-36; 1Cor 15).

2. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que a ressurreição de Cristo é um acontecimento real, que teve manifestações historicamente comprovadas, como testemunha o Novo Testamento (CIC 639). E acrescenta que é impossível interpretá-la fora da ordem física e não reconhecê-la como fato histórico (CIC 643).

Jesus ressuscitado se deixa tocar pelos seus discípulos (cf. Jo 20, 27), pede de comer (cf. Jo21, 9. 13-15): convida-os, assim, a reconhecer que Ele não é um espírito, mas sobretudo a que comprovem que seu corpo ressuscitado é o mesmo que foi martirizado e crucificado, já que continua com as chagas da Paixão (cf. Jo 20,20.27).

O CIC afirma que a ressurreição de Cristo não foi um retorno à vida, como no caso das ressurreições que Ele havia realizado. Sua ressurreição é essencialmente diferente, porque seu corpo ressuscitado passa do estado de morte a uma vida muito além do tempo e do espaço (cf. CIC 646).

Cabe mencionar que a Igreja Católica define, como dogma de fé, que, ao terceiro dia, depois de morrer, Cristo ressuscitou glorioso da morte. E, desde o Concílio de Latrão, estabelece que Ele ressuscitou no corpo.

3. Jesus não só prometeu que Ele ressuscitaria, mas que nós também ressuscitaremos (cf. Jo 6, 39-40.44.54). Se Ele cumpriu a primeira promessa, temos a absoluta certeza de que cumprirá a segunda. Por isso, no Credo, podemos afirmar confiantes que esperamos a ressurreição dos mortos.

Todos nós estamos chamados à vida eterna. Todos. Crentes e não crentes, bons e maus. Mas nem todos a viverão da mesma maneira; as possibilidades são muito diferentes.

Para aprofundar neste tema, leia o Catecismo da Igreja Católica, números 638-658.

(Artigo publicado originalmente em Desde la Fe)

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