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Mas eu só queria conhecer o futuro…

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SIAME - publicado em 02/01/14

As práticas que abrem as portas a seres espirituais pouco recomendáveis

“A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenômenos de vidência, o recurso aos ‘médiuns’, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele” (Catecismo da Igreja Católica, 2116).

“Práticas que abrem as portas ao demônio” foi o tema de uma conferência do Pe. Rogelio Alcántara, diretor da Comissão para a Doutrina da Fé na arquidiocese do México, com o objetivo de orientar e esclarecer os fiéis sobre a existência e ação do demônio e o “além”.

Ao referir-se às maneiras como as pessoas podem abrir as portas ao demônio, o Pe. Rogelio explicou que uma delas é deixar-se levar por desejos desordenados, realizando atos imorais e corrompendo-se para obter poder, prazer ou coisas materiais, sem se importar com os outros.

Também se abrem portas quando se buscam “poderes sobre-humanos”, ser “diferentes”: poderes curativos, vencer as leis da matéria, conhecer o passado ou o futuro, influenciar a vida das pessoas. É como dizer a Deus que não aceitamos a maneira como Ele criou a natureza.

Outra maneira, segundo o sacerdote, é buscar um bem legítimo (harmonia, saúde, dinheiro, amor, felicidade etc.) por meios não naturais, sem esforço, sem o exercício das virtudes, ou buscar tais meios por ignorância, falta de fé ou de esperança.

Outra forma é deixar-se levar por formas de arte que têm o demônio e suas obras como protagonistas: por meio da música, dança, escultura, literatura, cinema, decoração, artes gráficas, jogos, festas etc.

A “abertura de portas” se dá voluntariamente, ainda que possa ser por ignorância, porque os demônios não respeitam as pessoas por serem ingênuas, observou o Pe. Rogelio.

Uma vez abertas as portas, o demônio agirá enfraquecendo a vida espiritual de relação com Deus, convencendo a pessoa a deixar de rezar, ir à Missa, receber sacramentos, dominará a alma pelo pecado, e indivíduo vai caminhando rumo à condenação. Também há o risco de possessão.

Para evitar cair neste tipo de situações, o Pe. Rogelio aconselha:

– Diante de qualquer dúvida, consultar alguém competente, que conheça a doutrina e os documentos da Igreja.

– Fazer uso das belas artes, que se referem ou conduzem a Deus.

– Uso de algum sacramental (água benta, por exemplo), de uma imagem, medalha, crucifixo, escapulário etc.

Para tomar ou retomar o caminho rumo a Deus e livrar-se das ciladas do inimigo, recomenda:

– Obras de piedade: confissão frequente, ir à Missa com fidelidade, oração, adoração ao Santíssimo.

– Obras de ascese: esforço por dominar os sentidos externos e internos.

– Obras de misericórdia corporais: dar de comer a quem tem fome; dar de beber a quem tem sede; vestir os nus; dar pousada aos peregrinos; assistir os enfermos; visitar os presos; enterrar os mortos.

– Obras de misericórdia espirituais: dar bom conselho; ensinar os ignorantes; corrigir os que erram; consolar os aflitos; perdoar as injúrias; sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; rogar a Deus por vivos e defuntos.

(Artigo de Zoila Bustillo, publicado originalmente por SIAME)

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