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Insegurança na República Centro Africana já deslocou mais de 935 mil pessoas

AFP PHOTO / MIGUEL MEDINA

CENTRAL AFRICAN REPUBLIC, Bangui : People from the Ivory Coast community in Central Africa wait outside the Bangui International airport before their departure on December 30, 2013. The United Nations said on December 27 it would speed up planning for a possible UN peacekeeping force in the strife-ridden Central African Republic, as French troops there sought to clamp down on violence. AFP PHOTO / MIGUEL MEDINA

ACNUR - publicado em 08/01/14

Mais de 510 mil pessoas estão atualmente abrigadas em 67 diferentes locais em Bangui, ou vivendo com famílias. Isso representa mais que a metade de toda a população da cidade

A violência continuada na República Centro Africana elevou o número de deslocados internos para mais de 935 mil pessoas, aumentando os esforços humanitários na região.

“Ataques contra civis, saques e a presença de grupos armados irregulares em áreas de deslocamento estão limitando seriamente o acesso das agências humanitárias àqueles em necessidade de assistência urgente”, afirma um porta-voz do ACNUR.

“Nosso staff informa que pessoas estão escondidas no mato, com medo de novos ataques. A situação se deteriora, e as distâncias entre a capital Bangui e os locais onde as pessoas estão deslocadas, associadas à péssima infraestrutura viária, torna muito difícil para o ACNUR chegar às vítimas do conflito”, acrescentou o porta-voz.

Mais de 510 mil pessoas estão atualmente abrigadas em 67 diferentes locais em Bangui, ou vivendo com famílias. Isso representa mais que a metade de toda a população da cidade. Cerca de 60% destes deslocados são crianças.

O ACNUR considera muito difícil acessar os cerca de 45 mil dos deslocados internos que vivem com famílias em Bangui devido à situação de volatilidade, que torna mais complicado avaliar suas necessidades e prover assistência.

Enquanto isso, o número de deslocados procurando abrigo no aeroporto internacional de Bangui quase dobrou na última semana – agora são cerca de 100 mil pessoas lá. “A distribuição de materiais para abrigos e de outros itens de assistência emergencial se tornou mais desafiadora, o que dificulta o estabelecimento de um sistema apropriado. As agências humanitárias estão trabalhado com um prazo de resposta que cobre as necessidades destas pessoas por um prazo de 30 dias”, explicou o porta-voz do ACNUR.

Cerca de 300 quilômetros ao norte de Bangui, os conflitos continuam e elevaram a população de deslocados internos abrigados numa escola e na propriedade de uma igreja. O ACNUR reiterou que uma melhora nas condições de segurança é essencial para que os trabalhadores humanitários possam chegar a essas pessoas. A agência também pediu uma maior presença e coordenação operacional por parte das forças de paz da União Africana no país.

Apesar destes desafios, o ACNUR e seus parceiros continuam a distribuir itens de assistência humanitária emergencial onde é possível. “Desde o dia 04 de dezembro, já ajudamos 23 mil pessoas de 4.600 diferentes núcleos familiares. Estamos aumentando nossa presença na República Centro Africana com a chegada das nossas equipes de emergência. 15 novos funcionários do ACNUR chegaram ao país desde o último dia 14 de dezembro”, afirmou o porta-voz.

A agência da ONU para refugiados também planeja estabelecer um escritório de campo em Bossangoa e outros dois escritórios menores nas próximas semanas. Nesta semana, o ACNUR organizou o envio por avião de novos itens, veículos e equipamentos de escritório para apoiar sua operação no país. Três novos voos estão programados para este fim de semana com itens de ajuda humanitária suficientes para 75 mil pessoas.

Desde março do ano passado, cerca de 75 mil refugiados da República Centro Africana chegaram à República Democrática do Congo, Chade ou Camarões – levando o total de refugiados originários do país para 240 mil, ao final do ano passado.

A violência também tem levado muitos países a repatriar seus nacionais. Milhares de chadianos já foram evacuados. Camarões também retirou centenas de cidadãos na semana passada. Senegal e Níger solicitaram apoio da Organização Internacional de Migrações (OIM) para ajudar na repatriação de seus nacionais. Adicionalmente, centenas de cidadãos da República Democrática do Congo querem voltar pra casa, e o ACNUR está trabalhando com a OIM para identificar refugiados e solicitantes de refúgio que queiram voltar para seus países de origem.

Um plano humanitário inter-agencial para a República Centro Africana foi anunciado no último dia 24 de dezembro. Com duração de 100 dias, o plano está orçado em US$ 15,2 milhões e prevê atividades imediatas de proteção e assistência humanitária.

O ACNUR protege e assiste mais de 20.300 refugiados na República Centro Africana. Embora a situação no país permaneça tensa, nenhum incidente com refugiados foi reportado até agora. Mesmo assim, muitos estão com medo de sofrerem ataques. A Agência está ajudando aqueles que querem ser repatriados.

Por Bernard Ntwari em Bangui, República Centro Africana

(ACNUR)

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