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Coreia do Sul quer reunir famílias separadas

AP Photo/Jung Yeon-je, Pool

Associated Press - publicado em 10/01/14

Presidente diz que o governo planeja expandir os intercâmbios civis intercoreanos

A presidente da Coreia do Sul propôs nesta segunda-feira dar continuidade aos reencontros das famílias separadas pela guerra entre as duas Coreias, manifestando a esperança de que esse programa humanitário melhore os laços entre o Norte e o Sul.

A proposta veio em meio às tensões que persistem na Península Coreana, causadas pela retórica inflamada de Pyongyang e pelas ameaças de guerra nuclear do ano passado.

As duas Coreias tinham planejado realizar reencontros de famílias em setembro, pela primeira vez em três anos, mas Pyongyang os cancelou no último minuto.

A presidente sul-coreana Park Geun-hye, em entrevista coletiva televisionada, afirmou que gostaria que as reuniões familiares ocorressem no Ano Novo Lunar, no final deste mês, para "sanar os corações feridos". Ela espera que as duas Coreias deem um novo impulso à melhora das suas relações mediante esses reencontros familiares. Park planeja expandir os intercâmbios civis intercoreanos, além de aprovar o envio de mais ajuda humanitária para a Coreia do Norte.

A Coreia do Sul enviou uma mensagem à do Norte propondo negociações para retomar os reencontros familiares. Milhões de pessoas foram separadas desde o armistício que, embora tenha dado fim à Guerra da Coreia (1950-1953), nunca foi transformado de fato em um tratado de paz.

Os reencontros familiares são profundamente comoventes. A maioria dos cidadãos que se reúnem com os seus parentes do outro lado da fronteira estão na faixa dos 70 anos ou mais e têm grande anseio por ver os entes queridos antes de morrer. Via de regra, as duas Coreias impedem os seus cidadãos comuns de se corresponderem, telefonarem ou enviarem e-mails para cidadãos do país rival.

O líder do Norte, Kim Jong Un, fez um discurso na semana passada em que, ao mesmo tempo, pedia melhoras nas relações entre as Coreias e lançava ameaças de uma eventual guerra nuclear. As autoridades sul-coreanas responderam que a Coreia do Norte deve tomar medidas concretas de desarmamento nuclear se de fato quiser melhores relações.

O Norte já tinha emitido gestos conciliatórios em sua mensagem de Ano Novo do ano passado, mas, em fevereiro, realizou seu terceiro teste nuclear. O país fez uma série de ameaças de ataques nucleares contra Seul e contra Washington em 2013. A presidente do Sul, Park, declarou que a Coreia do Norte deve agir com sinceridade: "No ano passado, a Coreia do Norte falou em melhorar as relações Sul-Norte na mensagem de Ano Novo, mas vocês sabem muito bem como eles agiram na realidade", disse ela.

Yoo Ho-Yeol, professor de Estudos sobre a Coreia do Norte na Universidade da Coreia do Sul, considera os reencontros familiares uma "prova de fogo" para a melhora das relações entre os dois países.

As preocupações com a Coreia do Norte se intensificaram depois da execução de Jang Song Thaek, o antes poderoso tio do líder norte-coreano. Jang foi acusado de traição no mês passado. Autoridades de Seul disseram que Pyongyang pode lançar novas provocações para aumentar a tensão e reforçar a sua unidade interna.

Park afirmou que a Coreia do Norte tornou-se "mais imprevisível" ainda depois da execução de Jang e que a Coreia do Sul estudará e se preparará para todos os cenários possíveis.

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