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EUA: salário mínimo mais alto? O que os católicos deveriam saber a respeito

Propaganda Times

Stephen Herreid - Aleteia Vaticano - publicado em 20/01/14

A história obscura e eugenista do salário mínimo norte-americano

A "Guerra à Pobreza" declarada pelo [presidente norte-americano] Lyndon Johnson completou 50 anos recentemente e reacendeu a discussão sobre "o que fazer com os pobres" nos Estados Unidos.

Grande parte da discussão gira em torno das visões de sempre: alguns “direitistas” aproveitam para atacar o Estado paternalista de “bem-estar social”; horrorizados, alguns “esquerdistas” respondem solenemente com a visão liberal tradicional que vê o dinheiro dos impostos de forma não objetiva e os pobres como objetos de “pena” coletiva, impessoal e politicamente vantajosa (na forma de fundos).

Como encontrar uma poderosa resposta cristã para o sofrimento dos pobres? O que os líderes cristãos podem oferecer, como testemunhas de Cristo, diante do grito dos pobres que ressoa nos ouvidos públicos?

Eu fiquei de coração apertado diante de duas notícias em particular. Primeira: a Catholic Charities USA e a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, representadas respectivamente pelo pe. Larry Snyder e pelo arcebispo Thomas Wenski, fizeram mais um apelo ao Senado para aumentar o salário mínimo federal. Segunda: a Catholic Charities USA "reuniu uma série de outras organizações, entre as quais a Feeding America, a Save the Children, o Exército da Salvação, a Aliança Nacional pelo Fim da Falta de Moradia, os Serviços Luteranos nos Estados Unidos, a United Way e a Aliança pelas Crianças e Famílias" com o objetivo geral de defender um Estado de “bem-estar social” mais agressivo a fim de aliviar a pobreza.

Eu disse que fiquei de coração apertado, mas seria mais exato dizer que senti um calafrio na espinha. Afinal, nada pode dar mais calafrios do que o Estado de “bem-estar social” imaginado pelos criadores do salário mínimo: os eugenistas da era progressista.

A eugenia desvaloriza a pessoa humana e trata os mais vulneráveis como meras engrenagens de uma máquina estatal programada “para fazer o bem”, mas um “bem” concebido por mentes frias de “especialistas” e promulgado por uma vasta burocracia estatal. Muitos católicos sabem o que é a eugenia na sua forma nazista. Sabemos da influência eugenista no pensamento de Margaret Sanger, a fundadora da Planned Parenthood. Alguns de nós podem até saber do fato de que dezenas de milhares de norte-americanos “racial e mentalmente inferiores” foram esterilizados à força entre os progressistas anos 20 e os anos 70 do século passado. E, é claro, todos nós sabemos que a eugenia é incompatível com a nossa fé.

Mas há outros dois fatos importantes que os católicos também deveriam saber. Primeiro: no início do século XX, um dos principais métodos eugênicos para retirar os “inferiores” do meio da “saudável sociedade branca” foi a criação de salários mínimos altos demais para serem pagos à maioria dos pobres. Segundo: depois de remover os "indesejáveis" do acesso ao trabalho, o Estado podia “lidar com eles” segregadamente, tratando-os como uma "classe especial" no sistema de “bem-estar social”.

Influenciados pela idolatrada teoria científica de Charles Darwin, os progressistas norte-americanos tentaram aplicar à família humana a mesma lógica aplicada à criação de animais. Um dos primeiros passos do plano progressista foi criar uma economia “mais pura e mais branca”, tornando ilegais os baixos salários que os “inferiores” estavam dispostos a aceitar em seus empregos. A livre concorrência [no mercado de trabalho], que era mais ou menos favorável aos pobres, representava uma ameaça para a agenda progressista: “A concorrência não tem respeito pelas raças superiores”, proclamou o economista John R. Commons, da Universidade de Wisconsin, em 1907. “As raças com necessidades menores atrapalham as outras raças”, prosseguiu ele.

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