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EUA: salário mínimo mais alto? O que os católicos deveriam saber a respeito

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Stephen Herreid - Aleteia Vaticano - publicado em 20/01/14

Commons e outros progressistas determinaram um “salário por raça”, insistindo na ideia de que os não-anglos precisavam de salários menores simplesmente porque “eram seres inferiores”. Esses progressistas consideravam que “formas de vida inferiores têm necessidades inferiores”. Os trabalhadores que ganhavam menos pareciam ter menos necessidades simplesmente porque administravam com mais sabedoria o pouco que tinham: eles eram pobres e tinham aprendido a administrar a sua vida de modo a garantir um futuro melhor para si mesmos. O estudioso afro-americano Anthony Bradley, recentemente, escreveu sobre “a existência de prósperas empresas com proprietários negros naquela época, um fato que muitos desconhecem. As famílias negras representaram a cultura da poupança ainda melhor do que as famílias brancas”.

Em vez de tratar os pobres como pessoas humanas com os mesmos direitos e capacidades que eles para se mover livremente pelo mercado, os progressistas insistiram no controle estatal que, primeiramente, excluiria os pobres do trabalho e, depois, "lidaria com eles" como se fossem uma classe "inempregável" a ser segregada. Com a criação de salários mínimos elevados, o degrau mais baixo da escada econômica acabaria sendo serrado. Dessa forma, quem já estivesse em posição vantajosa ficaria mais livre para continuar subindo, sem ser incomodado pela concorrência vinda de baixo. O Dr. Thomas C. Leonard, da Universidade de Princeton, escreve que "os líderes progressistas fizeram campanha pela reforma trabalhista e ao mesmo tempo pela manutenção das leis trabalhistas restritivas, tais como o salário mínimo, que desempregariam os trabalhadores mais pobres". Os cabeças daquelas reformas trabalhistas entendiam perfeitamente (e pretendiam exatamente isso) que os que mais sofreriam com a imposição de um salário mínimo elevado seriam os mesmos grupos que a agenda eugenista mais queria controlar. “A legislação trabalhista que eles criaram visava, em aspectos importantes, excluir os imigrantes, as mulheres e os afro-americanos”, escrevem o Dr. Leonard e seu colega Dr. David Bernstein, da Faculdade de Direito da Universidade George Mason.

De fato, a legislação salarial da era progressista excluiu da classe trabalhadora, e, infelizmente, ainda exclui, vastas parcelas de pobres, especialmente hispânicos e negros. Enquanto muitos progressistas de hoje são enganosamente levados a pensar que aquelas pessoas são exatamente as que sairiam beneficiadas com o aumento do salário mínimo, o fato é que essas leis foram concebidas para fins explicitamente desumanos e racistas. O Dr. Leonard observa que "o salário mínimo e outros meios legais de induzir os grupos indesejáveis a deixarem a força de trabalho foram um benefício eugênico, na visão progressista".

O fato de que o salário mínimo elevado prejudica os pobres, em especial certos grupos étnicos entre os pobres, é evidente hoje em dia, mas foi pretendido para ser exatamente assim pelos seus autores. Desde o início, o salário mínimo elevado foi uma arma contra, não um remédio a favor dos pobres marginalizados.

Um salário mínimo mais alto, hoje, teria sobre o mercado de trabalho atual o mesmo efeito que teve nos mercados em que foi originalmente implementado. Os defensores do aumento insistem na tese de que ele vai ajudar as pessoas que ganham menos. Na verdade, apenas 3% dos trabalhadores norte-americanos ganham atualmente o salário mínimo. Se os empregadores fossem obrigados por lei a pagar mais, uma parte desses trabalhadores simplesmente seria despedida. Para aqueles de nós que receberam uma educação melhor do que a média da educação pública, a conta é fácil: se você tem 10 dólares para pagar a 5 funcionários por semana, você pode dar 2 dólares a cada um por semana. Se o governo manda você pagar 5 dólares por semana a cada funcionário, o que você pode fazer?

Hope Yen escreveu no The Huffington Post no ano passado: "A quantidade de pobres nos EUA continua batendo recordes: 46,2 milhões, ou 15% da população (…) A causa, em parte, é o elevado desemprego decorrente da recessão (…) Os índices de pobreza são quase três vezes maiores entre negros e hispânicos". Muitos norte-americanos pobres e desempregados são jovens que não conseguem sequer o primeiro emprego com o atual salário mínimo. Outros são filhos e até netos de dependentes do Estado de “bem-estar social”, que sofreram o mesmo problema com o alto salário mínimo em décadas anteriores. Sem conseguir arranjar ou manter seus primeiros empregos, sobraram para eles os programas paternalistas de “bem-estar” para… “delinquentes”.

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DinheiroDoutrina Social da IgrejaEconomiaMundo
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