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EUA: salário mínimo mais alto? O que os católicos deveriam saber a respeito

Propaganda Times

Stephen Herreid - Aleteia Vaticano - publicado em 20/01/14

Mesmo na era progressista, o salário mínimo serviu ao propósito adicional de “marcar” os considerados "inempregáveis". Escreve Leonard: "Para os progressistas, o salário mínimo legal teve a utilidade de separar os ‘incapazes’, que perderiam o emprego, dos ‘trabalhadores merecedores’, que manteriam o emprego". Felix Frankfurter defendeu no Estado de Oregon o salário mínimo alegando precisamente que o governo “pode usar meios como o presente estatuto para diferenciar entre os trabalhadores normais, capazes de se sustentar, e os inempregáveis, para lidar com estes últimos de maneira apropriada, como uma classe especial".

Esta perspectiva baliza a relação entre a agenda progressista eugenista e o Estado paternalista. Leonard observa que só com a consolidação de um Estado poderoso, disposto a interferir fortemente na sociedade, é que a eugenia pôde entrar no fluxo do discurso público. "As ideias eugênicas não eram novas na era progressista", escreve Leonard, "mas a expansão do poder do Estado tornou possível não só o pensamento eugênico, mas também a sua prática". Ele cita uma afirmação da historiadora Diane Paul, especialista em eugenia: "A legislação eugenista precisou esperar pela ascensão do Estado de bem-estar social".

Os "indesejáveis" do início do século XX foram forçados a perder seus empregos porque os seus salários baixos tinham se tornado ilegais. No entanto, embora baixos, precisamente aqueles salários podiam ter sido a sua passagem para sair da pobreza. Sem emprego e sem salário nenhum, eles tiveram que “escolher” passar fome ou apelar para o Estado de “bem-estar social”, em cujas engrenagens esperava-se que eles parassem de se reproduzir e eventualmente morressem. Um líder economista progressista, Henry Rogers Seager, da Universidade de Columbia, declarou em 1913, sem papas na língua: "Precisamos ter a coragem de cortar as linhas da hereditariedade indesejável através do isolamento ou da esterilização". Royal Meeker, economista de Princeton e defensor fervoroso de um elevado salário mínimo, adotou a mesma postura eugenista: "Vale mais a pena o Estado tomar conta dos ineficientes e evitar a multiplicação da sua raça do que subsidiar a sua incompetência e permitir que a sua espécie avance".

O sistema de “bem-estar” projetado na era progressista ainda existe e continua gerindo a vida dos mais vulneráveis dentre nós. Já que os não-brancos, os imigrantes e os doentes mentais continuaram vivendo e "procriando", apesar dos esforços contrários dos cientistas sociais progressistas (ver esterilizações forçadas), o Estado de “bem-estar social” teve que se expandir para "cuidar dos pobres". O que os progressistas não levaram em conta foi a pessoa humana, que age mais com o coração do que em obediência a ordens estatais vindas de cima para baixo. E assim, em vez de criar o “futuro perfeito” que pretendiam, os progressistas acabaram criando a subclasse permanentemente dependente do Estado que ainda existe nos dias atuais.

Apesar de todas as maquinações da política eugênica do Estado de “bem-estar social” (por exemplo, o seu sucesso contínuo em matar quase a metade dos bebês afro-americanos concebidos por ano), os pobres e os "indesejáveis" oprimidos continuam “pululando”.

Como católicos, não podemos cair na armadilha da desumanização progressiva dos pobres. Devemos ver no pobre a imagem digna de Cristo, e não, como escreveu recentemente Kevin Williamson no National Review, "ver a metade inferior, ou talvez os 80% inferiores dentre os cidadãos, como participantes passivos da vida econômica; não como pessoas que fazem as coisas, mas como pessoas para quem as coisas são feitas".

Tratar os pobres como objetos subumanos com os quais a "sociedade" precisa “lidar” não faz com que eles deixem de ser e agir como humanos, ou seja, como pessoas que não vão executar à risca os planos impostos a eles de cima para baixo. E por mais que o Estado consiga segregar os pobres em amontoados massivos, ele nunca vai impedi-los de ansiar, de algum lugar no fundo dos seus corações, pela verdadeira liberdade.

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DinheiroDoutrina Social da IgrejaEconomiaMundo
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