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A juventude gaúcha do Eaí?Tchê saiu em missão

© DR

Eaí?Tchê - publicado em 21/01/14

Na área rural do Paraguai se encontram situações de muita simplicidade e pobreza, tendo muitos casos de extrema necessidade material

Um grupo com cinco jovens gaúchos, acompanhados da Irmã Zenilde Fontes – Coordenadora do Projeto Eaí?Tchê do Serviço de Evangelização da Juventude (CNBB Sul 3), iniciam hoje uma atividade missionária promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) na localidade de Paraguari, no Paraguai. A missão ocorrerá no período entre 16 e 28 deste mês.

O local da Missão

Conforme relatos de João Guilherme, coordenador estadual da JM no Paraná. O local onde será realizada a missão se chama Carapeguá, que é a capital do departamento de Paraguari.

A cidade possui em torno de 50.000 habitantes, dos quais 35 mil vivem na área urbana e aproximadamente 15 mil vivem na área rural. Na área rural do Paraguai se encontram situações de muita simplicidade e pobreza, tendo muitos casos de extrema necessidade material. Existem muitos idosos vivendo sozinhos, pois os filhos e netos estão vivendo em Assunção, na Argentina, no Brasil ou mesmo na Espanha. Todos falam o guarani e cerca de 70% falam castelhano, sendo que as pessoas de mais idade falam muito pouco o castelhano.

Parte significativa da população é construída por jovens (35%) ou crianças 926%). Muitos jovens frequentam a escola, “porém logo desanimam no ensino médio e abandonam a escola na metade do curso. Em muitos jovens percebe-se a inquietude com relação ao futuro e a esperança de algo melhor para suas vidas.” Disse Guilherme. Relatou ainda que as motocicletas são bastante numerosas e muitos jovens morrem vítimas de acidentes de moto por não utilizarem capacete.

Nas zonas rurais as famílias costumam ter penas propriedades onde cultivam em seus quintais, de forma artesanal mandioca, milho, poroto (feijão), amendoim, batata e soja. Além de criarem galinhas, porcos e vacas.

Por que o Eaí?Tchê está em missão em 2014?

Acompanhe a seguir o relato da Irmã Zenilde Fontes – Coordenadora do Projeto Eaí?Tchê do Serviço de Evangelização da Juventude (CNBB Sul 3) sobre a dimensão missionária assumida para a Juventude Gaúcha em 2014:


Jesus Cristo envia os seus discípulos em missão:  Ide…”, assim, missão é o ser da Igreja, faz parte do seu DNA, ela existe para isso: evangelizar. Pela Exortação Apostólica o Papa Francisco, além de convidar os cristãos a uma nova etapa evangelizadora marcada pela alegria do Evangelho, pretende “indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos”. Evangelii Gaudium, nº 1). Um dos caminhos, diga-se o primeiro, indicado por ele é a transformação missionária da Igreja: “A evangelização obedece ao mandato missionário de Jesus: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (Mt 28,19-20). Nestes versículos, aparece o momento em que o Ressuscitado envia os seus a pregar o Evangelho em todos os tempos e lugares, para que a fé nele se estenda a todos os cantos da terra”. (EG, 19)

O Papa Francisco, na Exortação Apostólica nos faz alguns considerações que deseja que se transformem em programas para a Igreja, seguem alguns trechos:

“A Igreja «em saída» é a comunidade de discípulos missionários que «primeireiam», que se envolvem, que acompanham, que frutificam e festejam. Primeireiam, ou seja, tomam a iniciativa! A comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor (cf. 1Jo 4,10), e, por isso, ela sabe ir à frente, sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos. Vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia, fruto de ter experimentado a misericórdia infinita do Pai e a sua força difusiva. Ousemos um pouco mais no tomar a iniciativa! Como consequência, a Igreja sabe «envolver-se».Jesus lavou os pés aos seus discípulos. O Senhor envolve-se e envolve os seus, pondo-se de joelhos diante dos outros para os lavar; mas, logo a seguir, diz aos discípulos: «Sereis felizes se o puserdes em prática» (Jo 13,17). Com obras e gestos, a comunidade missionária entra na vida diária dos outros, encurta as distâncias, abaixa-se – se for necessário – até à humilhação e assume a vida humana, tocando a carne sofredora de Cristo no povo. Os evangelizadores contraem assim o «cheiro de ovelha», e estas escutam a sua voz. Em seguida, a comunidade evangelizadora dispõe-se a «acompanhar». Acompanha a humanidade em todos os seus processos, por mais duros e demorados que sejam. Conhece as longas esperas e a fadiga apostólica. A evangelização patenteia muita paciência, e evita deter-se a considerar as limitações. Fiel ao dom do Senhor, sabe também «frutificar» Pastoral em conversão …. Por fim, a comunidade evangelizadora jubilosa sabe sempre «festejar»: celebra e festeja cada pequena vitória, cada passo em frente na evangelização. No meio desta exigência diária de fazer avançar o bem, a evangelização jubilosa torna-se beleza na liturgia. A Igreja evangeliza e se evangeliza com a beleza da liturgia, que é também celebração da atividade evangelizadora e fonte dum renovado impulso para se dar” (EG nº 24).

“… Espero que todas as comunidades se esforcem por usar os meios necessários para avançar no caminho de uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento, não nos serve uma «simples administração». Constituamo-nos em «estado permanente de missão», em todas as regiões da Terra. Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à autopreservação”. (EG nº 27)

“A pastoral em chave missionária exige o abandono deste cômodo critério pastoral: «fez-se sempre assim.»Convido todos a serem ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respectivas comunidades”. (EG nº 33).

O Seminário Regional de Evangelização da Juventude (São Leopoldo, agosto/2013) apontou a dimensão missionária da fé com o horizonte a ser seguindo pelos jovens durante os anos de 2014/2015. O convite é percorrermos esse caminho, deixando surpreender pelo Espírito Santo que é animador da missão e aquele que nos precede nela. Ousemos mais na missionariedade!

(Eaí?Tchê)

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