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O testemunho de um missionário sobre a violência na República Centro Africana

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Agência Fides - publicado em 21/01/14

Os ataques deixaram para trás uma grande carga de ódio e ressentimentos contra a população muçulmana

“Nos dias 8 e 9 de janeiro na área de Bozoum, o Seleka incendiou mais de 1.300 casas e matou pelo menos 12 pessoas. Fazer isso num contexto de tensões é um suicídio”, denuncia Pe. Aurelio Gazzera, missionário carmelitano que trabalha em Bozoum no oeste da República Centro-Africana. O país está dilacerado pelos confrontos entre os ex-rebeldes Seleka e as milícias anti-balaka, que obrigaram a fugir cerca de 1 milhão de civis.

Os Seleka estão agora em Bozoum e deixaram para trás uma grande carga de ódio e ressentimentos contra a população muçulmana, considerada apoiadora dos rebeldes. Pe. Gazzera continua incessantemente fazendo o intermediário entre as diferentes comunidades para tentar acalmar os ânimos, transportando cargas de alimentos ao mesmo tempo. Durante suas viagens missionárias foi testemunha de saques e violência, mas também de episódios de ajuda entre pessoas de diferentes credos, como em uma aldeia, onde várias mulheres muçulmanas foram protegidas pelas cristãs.

Em Bozoum chegaram os soldados de MISCA (Missão dos Estados da África Central), mas Pe. Gazzera diz que "é claro que é preciso de uma força militar mais significativa. A MISCA deixou 11 soldados na área que não são suficientes para garantir a segurança e iniciar as operações urgentes de desarmamento".

(Fides)

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ÁfricaGuerraViolência
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