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Papa: combater a pobreza e a exclusão social generalizada

Pope Francis Visits Roman Parish Serving Homeless Poor TIZIANA FABI / AFP – pt

TIZIANA FABI / AFP

Vatican News - publicado em 22/01/14

"Peço-vos para fazer com que a riqueza esteja ao serviço da humanidade e não que a governe", diz Francisco aos líderes reunidos em Davos

O Papa Francisco advertiu o Fórum Econômico Mundial que apenas o combate à pobreza não basta, pois este deve estar associado ao fim da exclusão social generalizada que se vê hoje no mundo.

O Papa se dirigiu em mensagem aos líderes reunidos em Davos (Suíça) até o dia 25 de janeiro, para discutir os rumos econômicos mundiais. Francisco espera que o encontro seja "ocasião para uma reflexão mais aprofundada sobre as causas da crise econômica" atual. 

Para muitas pessoas, escreve o Papa, a pobreza foi reduzida, mas isso não basta, porque ainda persiste “uma exclusão social generalizada".


"A maior parte dos homens e mulheres continua a viver ainda uma precariedade diária, muitas vezes com consequências dramáticas". A política e a economia devem, portanto, trabalhar na promoção de "uma abordagem inclusiva que tenha em conta a dignidade de cada pessoa humana e do bem comum".



"Não se pode tolerar que milhares de pessoas morram diariamente de fome, havendo embora à disposição grandes quantidades de alimentos que muitas vezes são simplesmente desperdiçados".

"Não podem deixar indiferentes os muitos refugiados em busca de condições de vida minimamente dignas, que não apenas não encontram acolhimento, mas não raramente vão ao encontro da morte em viagens desumanas".


"Estou consciente que estas palavras são fortes, até mesmo dramáticas, mas elas pretendem salientar, mas também desafiar a capacidade do Fórum para fazer a diferença. O que é necessário é um sentido de responsabilidade renovado, profundo e alargado por parte de todos", para "servir mais eficazmente o bem comum e tornar os bens deste mundo mais acessíveis para todos".



Tomando as palavras de Bento XVI na Caritas in Veritate, o Papa Francisco ressalta depois que a equidade não deve ser apenas econômica, mas deve ser baseada numa "visão transcendente da pessoa", de modo que se possa obter "uma distribuição mais equitativa das riquezas, a criação de oportunidades de emprego e uma promoção integral dos pobres que ultrapasse a mera assistência".



A mensagem do Papa termina com um forte apelo:


"Peço-vos para fazer com que a riqueza esteja ao serviço da humanidade e não que a governe" na óptica de "uma ética verdadeiramente humana", levada a cabo por pessoas "de grande honestidade e integridade", guiadas por "altos ideais de justiça, generosidade e preocupação pelo autêntico desenvolvimento da família humana".

(Com informações da Rádio Vaticano)

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EconomiaPapa Francisco
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