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União Europeia condena violência na Ucrânia

Ukraine’s Leader Makes Offer; Critics say No Deal – pt

AP Photo/Alexander Zemlianichenko

Agência Brasil - publicado em 22/01/14

A Ucrânia tem passado por uma onda de protestos e confrontos nos últimos dois meses

A Alta Representante para a Política Externa da União Europeia (UE), Catherine Ashton, e o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, condenaram hoje (22) a escalada de violência na capital da Ucrânia, Kiev. Novos confrontos entre manifestantes e autoridades deixaram pelo menos três pessoas mortas. Na manhã desta quarta-feira, manifestantantes lançaram coquetéis molotov contra forças de segurança, que responderam com tiros de bala de borracha e granadas de efeito moral.

“Condeno veementemente a escalada de violência esta noite em Kiev”, disse Ashton, em comunicado também endossado pelo representante da Otan: “A violência nunca pode ser a resposta a uma crise política”, disse Rasmussen.

Desde domingo (19), mais de 200 pessoas ficaram feridas. O presidente do país, Viktor Yanukovich, ordenou que as autoridades conduzam investigações sobre as mortes de hoje. Ontem (21), o presidente se negou a receber um dos líderes da oposição, Vitali Klitschko, que, em contrapartida, se recusou a participar de uma reunião de trabalho para tentar solucionar a atual crise. Apesar da violência, o governo ainda não considera a possibilidade de decretar estado de emegência, na capital Kiev.

Em resposta aos últimos acontecimentos, os representantes do bloco europeu e da Otan pediram que o governo e a oposição dialoguem em busca do fim da violência no país.  Os Estados Unidos recentemente revogaram vistos de vários ucranianos envolvidos em atos violentos na capital.

A Ucrânia tem passado por uma onda de protestos e confrontos nos últimos dois meses, depois de o governo do presidente Viktor Yanukovich ter anunciado recuo em relação à associação do país à União Europeia, que deveria ter ocorrido no final de 2013. Oposicionistas ao regime acusam o governo de ceder às pressões da Rússia, aliada histórica da Ucrânia na região. 

Tags:
MundoPolíticaViolência
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