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Europa sai aos poucos da recessão

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Agência Brasil - publicado em 28/01/14

Cerca de um quarto dos jovens europeus com menos de 25 anos não consegue encontrar trabalho

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse hoje (28) que a zona euro está saindo lentamente da recessão, mas alertou que, enquanto houver 20 milhões de desempregados, não se poderá falar em fim da crise.

"Enquanto os efeitos no emprego não forem invertidos, não podemos dizer que a crise chegou ao fim”, escreveu Lagarde em um texto publicado no blog do FMI, pelo lançamento de um livro sobre trabalho e crescimento.

No texto, Lagarde identifica no mercado de emprego duas tendências que considera particularmente preocupantes tanto hoje quanto para o futuro: os desempregos jovem e de longa duração. De acordo com os dados do FMI, cerca de um quarto dos jovens europeus com menos de 25 anos não consegue encontrar trabalho. Em Portugal e na Itália, os jovens desempregados são mais de um terço. Na Espanha e na Grécia, esse número sobe para metade.

O aumento do desemprego de longa duração também preocupa Lagarde, que aponta o fato de quase metade dos desempregados estarem nessa condição há mais de um ano. Segundo ela, quando o desemprego é elevado, o crescimento é lento porque as pessoas consomem menos e as empresas investem e empregam menos.

"Isso significa que a forma mais eficaz de criar mais postos de trabalho é impulsionando o crescimento”, explicou a diretora do FMI.

Lagarde citou estimativas que indicam que o crescimento de um ponto percentual nas economias mais avançadas poderá reduzir o desemprego em cerca de meio ponto percentual, fazendo regressar ao mercado de trabalho mais de quatro milhões de pessoas.

O FMI defende que, a curto prazo, será preciso que os países conduzam políticas fiscais e monetárias inteligentes, que suportem a recuperação, propondo três prioridades: acelerar a união bancária da Europa com o objetivo de estabilizar o sistema financeiro, reduzir a dívida de empresas, das famílias e do setor público, e insistir nas reformas estruturais, incluindo no mercado de trabalho.

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