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"A condição da infância no mundo em números: cada criança conta”

© Sergey Novikov/SHUTTERSTOCK

Vatican News - publicado em 31/01/14

UNICEF lança novo relatório para responder às necessidades das crianças e promover os seus direitos

"Cada criança conta" é o que sublinha a UNICEF, que apresentou nesta quinta-feira o seu novo Relatório "A condição da infância no mundo em números: Cada criança conta". "No mundo são 2,2 bilhões de crianças e adolescentes, que representam 31% da população mundial; contá-los os torna visíveis, e identificá-los permite responder às suas necessidades e promover os seus direitos por meio de maiores empenhos e inovações", declarou num comunicado o Presidente da UNICEF Itália Giacomo Guerrera.

O Relatório assinala que: 

– cerca de 90 milhões de crianças teriam morrido antes dos 5 anos, se a taxa de mortalidade infantil tivesse permanecido nos níveis de 1990. Em grande parte, este resultado depende do progresso na área das vacinações, da saúde, acesso à água e aos serviços higiénico-sanitários. 

– desde 1990, a melhoria da nutrição reduziu de 37% o atraso de crescimento (desnutrição crónica). 

– a inscrição na escola primária aumentou mesmo em países menos desenvolvidos. Em 1990, apenas 53% das crianças desses países estava inscrita na escola, a partir de 2011, a taxa alcançou os 81%.

As estatísticas do Relatório mostram também as graves violações dos direitos das crianças

– em 2012, 6,6 milhões de crianças menores de 5 anos – 18 mil em cada dia – morreram de causas evitáveis. 

– 15% das crianças trabalhadoras realiza um trabalho que viola o direito à protecção contra a exploração económica, a educação e o lazer. 

– 11% das jovens mulheres casaram-se antes da idade de 15 anos, correndo sérios riscos para a saúde, a educação e a protecção.

Os dados revelam igualmente lacunas e desigualdades, mostrando como as metas de desenvolvimento não são distribuídas uniformemente: 

– as crianças mais pobres do mundo têm três probabilidades a menos que as mais ricas de ser assistidas por um operador qualificado no nascimento. 

– No Níger, 39% das famílias rurais têm acesso a água potável em relação aos 100% das famílias urbanas. 

– No Chade, para cada 100 meninos que frequentam a escola secundária, as meninas são 44 – são, portanto, excluídas da educação e protecção e daqueles serviços que poderiam receber na escola.

"Os dados têm uma importância crucial porque tornam possíveis as acções necessárias para salvar e melhorar a vida de milhões de crianças, sobretudo as mais pobres", disse Tessa Wardlaw, Responsável da Secção Dados e Análise da UNICEF.

"Podem ser feitos mais progressos só se soubermos quais são as crianças mais negligenciadas, em que áreas os meninos e as meninas não frequentam a escola, onde as doenças são galopantes ou onde faltam estruturas higiénico-sanitárias de base".

Desde que foi assinada a Convenção sobre os Direitos da Infância e da Adolescência, em 1989, e aproximando-se já o fim dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio em 2015, foram feitos progressos significativos, mas os dados também apontam as deficiências e desigualdades, mostrando como as metas do desenvolvimento não estão distribuídas uniformemente.


Além disso, as inovações na recolha de dados, na sua análise e difusão, tornam possível desagregar os dados em base nalguns indicadores, como: posição geográfica, riqueza, sexo, etnia e deficiência, para incluir nas estatísticas, também as crianças que foram excluídas ou negligenciadas. O relatório propõe maiores investimentos nas inovações, para corrigir os erros de exclusão.

"Passaram trinta anos desde que, com A condição da infância no mundo, a UNICEF começou a publicar estatísticas a nível global e nacional, para fotografar a situação das crianças no mundo" – disse Giacomo Guerrera – "Com o lançamento de uma edição do Relatório dedicada aos dados, a UNICEF convida aos que tomam decisões e à opinião pública em geral para olharem e utilizarem estas estatísticas () a fim de realizar uma mudança positiva para as crianças. Por si só, os dados não podem mudar o mundo. Mas tornam possível a mudança, identificando as necessidades, apoiando os direitos e medindo os progressos. 

Com este Relatório, também lançamos o 25 º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Infância e da Adolescência, que se celebra no próximo 20 de Novembro" – concluiu o presidente da UNICEF Itália.


(Com Rádio Vaticano)

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